quarta-feira, 24 de novembro de 2010

LIÇÂO 09 - EBD 4º TRIMESTRE

 A ORAÇÃO E A VONTADE DE DEUS

INTRODUÇÃO
Como já estudamos em lições anteriores, a oração é o meio pelo qual nos comunicarmos com Deus. No entanto, nem sempre os nossos desejos estão de acordo com a vontade de Deus. Como podemos, então, conciliar os nossos desejos com a vontade Deus ou como saber se a nossa vontade está de acordo com a vontade dEle? Nesta lição, nós vamos aprender que somente com uma vida de intimidade com Senhor, seguida através do estudo de Sua Palavra e de um viver diário de oração, é que podemos não somente conhecer, mas também estar no centro da perfeita vontade de Deus.

I – A VONTADE DE DEUS
Deus, tem propósitos eternos e absolutos que Ele estabeleceu pelo seu próprio poder. Esta vontade está registrada na Bíblia e faz parte de seus planos para esta humanidade. Podemos assim chamar esta vontade de Deus de geral ou absoluta. Já a vontade de Deus em relação a pessoa do homem em particular está condicionada a obediência que esse homem prestará ao Senhor. A Bíblia refere-se a vontade de Deus de três formas distintas: como Lei, como o querer Dele, e como aquilo que Ele permite que aconteça.
1.1 Como Lei. “Deleito-me em fazer a tua vontade, ó Deus meu; sim, a tua lei está dentro do meu coração” ( Sl 40:8). Neste paralelismo, observe que o salmista Davi identifica a vontade de Deus com a Lei. Todas as leis, tanto naturais como a que está escrita na Bíblia corresponde a vontade de Deus. Nelas podemos ver o seu caráter santo e amoroso com a humanidade.
1.2 O Querer de Deus. O Senhor, na Sua perfeição, é único, absoluto e imutável, e o seu querer pode ser designado como “a Perfeita Vontade” (1Tm 2.4; 2 Pe 3.9). Aquilo quo Senhor estabelece pelo seu poder
ninguém pode invalidar (At 1.7; Jó 42.2).
1.3 Como aquilo que Ele permite que aconteça. A vontade absoluta não se contradiz com o aquilo que Deus permite que aconteça. Observe, por exemplo, a experiência do profeta Jonas: era a vontade de Deus que a mensagem chegasse a Nínive por intermédio do profeta; no entanto, Jonas não queria ir àquela cidade. Assim, Deus decidiu trabalhar na vida do profeta, revelando o seu amor peos moradores de Nínive e provendo meios para que o profeta ali chegasse. Tudo está no comando do Senhor.!

II - BUSCANDO A VONTADE DE DEUS ATRAVÉS DA ORAÇÃO
“Portanto, vós orareis assim: ...Seja feita a tua vontade, tanto na terra como no céu...” (Mt 6:10). Quando os discípulos de Jesus pediram para lhes ensinarem a orar, o Senhor lhes ensinou a oração do Pai Nosso. Esta oração é composta por sete petições: três são para glória de Deus (SANTIFICADO SEJA O TEU NOME; VENHA O TEU REINO; FAÇA-SE A TUA VONTADE), três pela nossa alma (E PERDOA-NOS AS NOSSAS DÍVIDAS; NÃO NOS DEIXEIS CAIR EM TENTAÇÃO; LIVRANOS DO MAL; ) e uma pelo pão ( O PÃO NOSSO DE CADA DIA DÁ-NOS HOJE). Observe que os discípulos foram orientados busca a vontade de Deus através a oração. O “façase a tua vontade” mostra o desprendimento do eu e o grau de renuncia que ele deveriam ter e a dependência de Deus que deveriam possuir. O povo de Deus é exortado da mesma forma (Mt.6.10; Lc 11.2; Rm 15.30-32; Tg 4.13-15). Por meio da oração conseguimos uma intimidade maior com o Senhor, sendo assim conhecer a Deus, é sinônimo de conhecer a sua vontade (Rm.2.17.18). Logo, quando agimos assim na oração, com desejo, sinceridade e temor afim que o Senhor realize a sua perfeita vontade, Ele cuidará de nós (At.18.21; Ico.4.19; 16.7).

III – REQUISITOS PARA ORARMOS DENTRO DA VONTADE DE DEUS
Para orar dentro da vontade de Deus, precisamos:
3.1. Ser filho de Deus – A oração do Pai Nosso nos ensina que ela só poderá ser realizada dentro da vontade de Deus quando há uma relação estabelecida entre quem ora e a quem é dirigida a oração. Neste caso, é preciso ser filho para podermos chamá-lo de Pai (Jo 1:12,13; Rm 8:15, 23; 9:4; Ef. 1:15; Gl 4:1-5).
3.2. Reconhecer a Soberania de Deus – para declarar “(...)Seja feita a tua vontade(...)” requer reconhecimento da soberania e Senhorio de Deus e que nesta relação de Pai e filhos adotivos, a sua vontade sempre será a melhor, logo, a oração é a realização da vontade de Deus em nossas vidas e não o resultado de nossos pedidos egoístas (Rm 1:10;15:32; Tg 4:15);
3.3. Invocar o nome do Senhor ( 2 Cr 7:14) – A oração deve ser dirigida ao Senhor. Jesus informou que
o acesso ao Pai é realizado por meio de Seu nome (Jo 14.13,14; Jo 15.16; Jo 16.23).
3.4. Atitude de humilhação (2 Cr 7:14) – A humilhação é uma atitude de reconhecimento de nossas limitações e dependência divina para realizarmos Sua vontade (Mc 5:22,-24, 41,42; Tg. 4:10; 1 Pe 5:6).
3.5. Atitude de arrependimento – A oração nos leva a reflexão que em todos os momentos precisamos
estar em comunhão com Deus e com o próximo (Mt 6:12; Lc 11:4).
3.6. Atitude de adoração e louvor a Deus – A oração é o momento sublime onde nos colocamos na
presença do Rei para adorá-lo na beleza de sua santidade (2 Cr 1:7-10; 1 Rs 18:36-39; Sl 51:1-17; Mt 6:2; Lc 11:2)

CONCLUSÃO
Estudamos na lição de hoje, que para orar na vontade de Deus, devemos não somente conhecer a sua vontade absoluta e específica para os seus servos, mas devemos está dentro da vontade Dele, que é perfeita e boa para os seus Filhos (Rm 12.2). Para que a nossa oração esteja em correspondência com a vontade do Senhor devemos atentar para os requisitos estudados: fé genuína, em nome de Jesus, na vontade dele, perseverante e coração sincero. Somente assim, alcançaremos as respostas das nossas orações. “Se vós estiverdes em mim, e as minhas palavras estiverem em vós, pedireis tudo o que quiserdes, e vos será feito” (Jo 15.7).

REFERÊNCIAS
· Bíblia de Estudo Pentecostal - CPAD
· Comentário Bíblico NVI – F.F. Bruce – Editora Vida.
· Comentário Bíblico Pentecostal - Novo Testamento – C.P.A.D.
· Boyer, Orlando – Espada Cortante – vol 1 – CPAD.

Postado Inicialmente por: RBC - IEAD Recife - PE

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

LIÇÃO 08 - EBD 4º TRIMESTRE


LIÇÃO 08 – A ORAÇÃO SACERDOTAL DE JESUS CRISTO

INTRODUÇÃO
Nesta lição estudaremos uma das mais notáveis orações da Bíblia e que está registrada no capítulo 17 de João. Nessa oração, o Senhor Jesus orou por si próprio (Jo 17.1-5), por seus discípulos (Jo 17.6-19), e por toda a igreja (Jo 17.20-26), revelando os seus anseios mais profundos e deixando-nos um grande exemplo de uma oração intercessória.

I – A MAIOR ORAÇÃO INTERCESSÓRIA DA BÍBLIA
Oração intercessória é aquela que fazemos em benefício de outras pessoas. O termo “intercessão” deriva-se do latim, “intercessionem” e significa “súplica em favor de outrem”. A intercessão pressupõe sofrer com os que sofrem, chorar com os que choram e tomar, como se fossem nossas, as dores alheias. É dizer a Deus que nos importamos com o sofrimento do próximo. Encontramos diversas orações intercessórias na Bíblia, tais como: a oração de Abraão por Sodoma e Gomorra (Gn 18.23-33); e os exemplos de Moisés, Samuel, Salomão e Jeremias, que intercederam pela nação de Israel (Ex 32.11-14; I Sm 12.23; II Cr 6.12-42; Jr cap. 14,15); porém, nenhuma delas foi tão profunda e tão perfeita quanto a de Cristo, pois, ao contrário dos demais, Ele não intercedeu apenas por uma cidade ou nação, e sim, pelos cristãos do mundo inteiro (Jo 17.20-26).

II – A ORAÇÃO DE JESUS POR SI MESMO
Ao orar em seu próprio favor, o Senhor Jesus diz:
· “Pai” (Jo 17.1). Era comum, em suas orações, Jesus dirigir-se a Deus, como Pai (Mt 11.25; Lc 22.42; 23.46; Jo 17.5,11,24; 11.41; 12.27,28), demonstrando, assim, a convicção de sua filiação com Deus. No versículo onze desse mesmo capítulo, Ele se dirige a Deus como Pai Santo e, no versículo vinte e cinco, como Pai Justo. · “É chegada a hora” (Jo 17.1). A que hora o Mestre se referiu? A hora pela qual Ele tinha vindo ao mundo para morrer na cruz, ser sepultado e ressuscitar para concluir a obra da redenção. Em ocasiões anteriores, a Bíblia diz que tentaram prendê-lo, mas não conseguiram porque ainda não era chegada “a hora” (Jo 7.30; 8.20); mas, ao aproximar-se aquela “hora” Jesus advertiu aos seus discípulos (Jo 12.23); e, ao orar, Ele tinha convicção de que aquela “hora” era chegada (Jo 17.1).
· “Glorifica a teu filho, para que também o teu filho glorifique a ti” (Jo 17.1). Quando Jesus pediu ao Pai: “glorifica-me”, Ele estava, na verdade, pedindo de volta o que ele já tinha antes que o mundo existisse (Jo 17.1,5), e, por ocasião de Sua encarnação, Ele havia se esvaziado (Fp 2.7,8), mas, após a Sua ressurreição, Ele retornou ao lugar de onde viera (At 1.10,11; Ef 1.20-22; Fp 2.9-11).
· “Assim como lhe deste poder sobre toda a carne, para que dê a vida eterna a todos quantos lhe deste. E a vida eterna é esta: que te conheçam, a ti só, por único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste.” (Jo 17.2,3). Nessa oração, Jesus também revela que a vida eterna é mais que a existência sem fim. É uma qualidade especial de vida que o crente recebe, à medida
que ele compartilha da vida de Deus por meio de Cristo. Isto fala tanto de uma realidade presente (Jo 5.24; 10.27,28); como de uma esperança futura (Mc 10.30; Jo 14.3; Tt 1.2; 3.7; II Tm 1.41).
· “Eu glorifiquei-te na terra, tendo consumado a obra que me deste a fazer” (Jo 17.4). Em sua oração, Jesus falou como se sua missão já tivesse sido cumprida, embora que Ele ainda não houvesse enfrentado a cruz. No entanto, Ele tinha a convicção que nada o impediria de consumar a obra que o Pai lhe havia entregue (Mt 16.21; 20.18-20; 26.53; Jo 10.11,17,18).

III – A ORAÇÃO DE JESUS POR SEUS DISCÍPULOS
Depois de orar por si mesmo, Jesus orou por seus discípulos, para que eles tivessem alegria completa (Jo 17.13), para que Deus os livrasse do mal (Jo 17.15) e para que eles fossem santificados (Jo 17.17). Jesus rogou ao Pai, dizendo:
· “Manifestei o teu nome aos homens que do mundo me deste... e creram que me enviaste” (Jo 17.6-8). Jesus tinha plena consciência de que havia cumprido a sua missão de fazer com que seus
discípulos cressem em Deus, pois, Sua incumbência, era revelar o Pai (Jo 11.42; 14.1,2; 17.26).
· “Eu rogo por eles; não rogo pelo mundo, mas por aqueles que me deste, porque são teus” (Jo 17.9). Jesus deixa bem claro que sua oração, nessa ocasião, não era pelo mundo inteiro, e sim, por aqueles que creram Nele, guardaram a Sua Palavra e pertenciam a Deus (Jo 17.6,8.14-16).
· “Dei-lhes a tua palavra, e o mundo os odiou, porque não são do mundo, assim como eu não sou do mundo” (Jo 17.14). Três verdades Jesus revela nesse texto: a primeira é que Ele havia entregue a seus discípulos a Palavra de Deus (Jo 8.28; 17.8); a segunda, que o mundo os havia odiado (Jo 15.18,19; I Jo 3.13); e, a terceira, é que os discípulos não são do mundo, como Jesus também não é (Jo 8.23; 17.16).
· “Santifica-os na tua verdade; a tua palavra é a verdade” (Jo 17.17). Jesus orou também pela santificação dos seus discípulos. Santificar, do grego hagiasmos, significa “tornar santo” ou “separar”. Os filhos de Deus são santificados mediante a fé (At 26.18), pela união com Cristo mediante a sua morte e ressurreição (Jo 15.4-10; Rm 6.1-11; I Co 1.30), pelo sangue de Cristo (I Jo 1.7-9), pela Palavra de Deus (Jo 17.17) e pelo poder do Espírito Santo (I Co 6.11; II Ts 2.13; I Pe 1.2).

IV - A ORAÇÃO DE JESUS POR TODA IGREJA
Finalmente, Jesus orou por aquele que ainda havia de crer:“E não rogo somente por estes, mas também por aqueles que pela sua palavra hão de crer em mim” (Jo 17.20). Ele intercedeu, dizendo:

· “Para que todos sejam um, como tu, ó Pai, o és em mim, e eu em ti; que também eles sejam um em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste” (Jo 17.21). Jesus orou pela unidade da igreja, ou seja, uma unidade espiritual, baseada na permanência nEle (Jo 17.23), no Seu amor (Jo 17.26), na separação do mundo (Jo 17.14-16) e na obediência à sua Palavra (Jo 17.6). Esta unidade é mantida pela lealdade à verdade e o andar segundo o Espírito (Ef 4.1-3,14,15; Gl 5.22-26).

· “Pai, aqueles que me deste quero que, onde eu estiver, também eles estejam comigo, para que vejam a minha glória que me deste; porque tu me amaste antes da fundação do mundo” (Jo 17.24). Jesus também externa ao Pai o seu desejo de que aqueles que viessem a crer nEle pudessem estar com Ele. Isto porque, por causa de sua ascensão, Ele retornaria ao Pai e não estaria fisicamente com eles, embora que esteja, espiritualmente, pelo Espírito Santo em nós (Mt 28.20; Jo 14.23).

· “E eu lhes fiz conhecer o teu nome, e lho farei conhecer mais, para que o amor com que me tens amado esteja neles, e eu neles esteja” (Jo 17.26). Jesus finaliza essa oração, desejando que o amor de Deus esteja em nós. Isto porque o amor a Deus e ao próximo é o maior de todos os mandamentos (Mt 22.35-40); a evidência do novo nascimento (I Jo 3.10,14; 4.20); a principal característica do cristão (Jo 13.35); e é pelo amor que demonstramos que conhecemos a Deus (I Jo 4.8).

CONCLUSÃO
A oração intercessória de Jesus pode ser resumida em quatro palavras: glorificação, segurança, santidade e unidade. Nos cinco primeiros versículos a ênfase está em sua glorificação. Depois o Mestre orou pelos discípulos, por sua alegria, segurança e santidade. Finalmente, Ele orou por todos nós, por nossa unidade, comunhão com Ele e pela permanência de Seu amor em nós.

REFERÊNCIAS:
· Bíblia de Estudo Pentecostal. Donald C. Stamps. C.P.A.D.
· A Oração Intercessória de Jesus. Warren W. Wiersbe. C.P.A.D.
· Orações Notáveis da Bíblia. Jim George. C.P.A.D.
· O Novo Testamento Interpretado Versículo Por Versículo. R.N. Champlin. HAGNOS.

Postado Por: IEAD Recife - Rede Brasil de Comunicação

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

LIÇÃO 7 - EBD - 4º TRIMESTRE 2010

A ORAÇÃO DA IGREJA E O TRABALHO DO ESPÍRITO SANTO

O ministério da oração desenvolvido pela igreja é fundamental para o êxito e crescimento do povo de Deus. Entre as poderosíssimas armas que a igreja possui está a oração, pois, existem inúmeras situações que só podem ser superadas pelo poder da oração. Para que a igreja seja bem sucedida por meio da oração ela precisa contar com a poderosa influência do Espírito Santo. É uma grande ilusão da parte de algumas lideranças eclesiásticas alimentarem o sentimento da auto-competência, atribuindo o êxito de suas igrejas muito mais a capacidade deles do que um resultado direto da oração da igreja ajudada pelo Espírito Santo. Paulo ensina que se alguém não tem Espírito Santo, esse tal não pertence a Cristo, "Vós, porém, não estais na carne, mas no Espírito, se é que o Espírito de Deus habita em vós. Mas, se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele" Rm 8.9, e consequentemente também não pertence a igreja. Então não podemos pensar na igreja como um organismo espiritual sem a presença e selo do Espírito Santo, pois é Ele que autentica essa instituição como igreja do Deus vivo.

O Espírito Santo é a essência vivificante da igreja, escrevendo aos Efésios 2.1"E vos vivificou, estando vós mortos em ofensas e pecados", o apóstolo Paulo diz que em outro tempo estávamos mortos em nossos delitos e pecados, porém, Deus mandou o Espírito Santo fazer habitação em nós e nos vivificou. Está é a grande diferença entre aqueles que servem a Deus e os que não o servem, pois o Espírito Santo Testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus, promovendo no âmago de nossas almas um testemunho interno da nossa relação com o Senhor. O Espírito Santo também cria em nós um grande interesse pelos negócios do reino de Deus, Ele nos motiva ao estudo das Escrituras e a uma vida de constante oração. Uma igreja que atenta para o trabalho Espírito Santo é uma igreja que enfatiza o estudo e reflexão da palavra do Senhor, a oração, o jejum, e uma vida moral compatível com a ética do reino. Conforme o apóstolo Paulo o Espírito Santo não só ora conosco como também intercede pelas nossas fraquezas, Rm 8.26 "E da mesma maneira também o Espírito ajuda as nossas fraquezas; porque não sabemos o que havemos de pedir como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis".

Jesus e se apresentou como a única verdade que pode reconciliar o homem com Deus. "Eu sou o caminho a verdade e a vida", e em outro momento ele ensinou que essa verdade agora plenamente revelada nele haveria de ter continuidade no mundo por meio da igreja e o trabalho do Espírito Santo seria imprimir essa verdade na existência da igreja, " Eu vou mas não vos deixarei órfãos, enviarei o consolador e Ele vos guiará por toda verdade". Infelizmente estamos vendo uma grande parte das lideranças evangélicas nesse país que podem ser enquadrados nesse propósito do espírito, pois, são extremamente contraditórios e as vezes descaradamente mentirosos e contenciosos. Tem muita gente de nome por ai que abandonou o compromisso com verdade, porque os interesses terrenos falam mais alto e prevalecem diante dos interesses do Espírito Santo.

A igreja possui os dons do Espírito Santo
Quanto maior for a relação de intimidade da igreja com o Espírito Santo, maior será a sensibilidade dos crentes para a manifestação dos dons do Espírito. Uma contínua consciência da habitação do Espírito Santo nos habilita para desenvolvermos uma eficiente percepção da obra que Ele se propõe realizar diariamente em nossas vidas por meio da operação dos dons. O Espírito Santo trabalha na igreja para que por dela o mundo possa distinguir entre o certo e o errado, pois ela reflete a verdade que é Cristo. O Espírito Santo que utilizar a igreja como um canal para realizar as poderosas obras de Deus e abençoar muitas vidas através do dom de discernimento; o dom da cura, o dom da profecia e todos os outros dom, porém é necessário que o povo de Deus esteja em harmonia com esse projeto do Espírito, orando constantemente para que todos os impedimentos a obstáculos á obra Dele sejam removidos.

A igreja deve orar para que todos os crentes recebam a plenitude do Espírito em suas vidas.
Paulo apresenta essa necessidade como um andamento: "enchei-vos do Espírito". Primeiro observamos que trata-se de um imperativo."enchei-vos" não é uma sugestão que pode ser tentada, uma recomendação branda, uma advertência educada. È uma ordem que Cristo nos dá, com toda autoridade de um dos apóstolos que ele escolheu. A plenitude do Espírito não opcional, mas obrigatória para o cristão. Os dois imperativos de Efésios 5.18, tanto a proibição como a ordem, são escritos para toda comunidade cristã. Eles têm aplicação universal. Nenhum de nós deve embriagar-se;todos devemos ser cheios do Espírito. Enfaticamente, a plenitude do Espírito Santo não é um privilégio reservado para alguns, mas uma obrigação de todos. Assim como a exigência de sobriedade e domínio próprio, a ordem de buscar a plenitude do Espírito é dirigida a todo o povo de Deus, sem exceção.

Postado Por: Ev. Vicente de Paulo - Blog Pensando Teologia

LIÇÃO 6 - EBD - 4º TRIMESTRE 2010

IMPORTÂNCIA DA ORAÇÃO NA VIDA DO CRENTE

INTRODUÇÃO
A oração está entre as mais antigas práticas da humanidade, o que faz dela algo elementar e intuitivo. A oração é a expressão mais íntima da vida cristã, o ponto alto de toda experiência religiosa genuinamente espiritual. De todas as criaturas de Deus, somente os seres humanos oram; a oração é estritamente pessoal. Ela é um dom de Deus para nós, o nosso elo com o Criador. A compreensão da natureza da oração e de sua importância para nos tonarmos representantes efetivos de Cristo é de caráter indispensável para cada servo de Deus.

I - DEFININDO A ORAÇÃO
Oração (Heb. Tefilah, gr. proseuchomai, e do latim oratiomen)- Segundo o Dicionário Teológico de Claudionor Corrêa de Andrade, oração é uma “prece dirigida pelo homem ao seu Criador com o objetivo de: 1) Adora-lo como Criador e Senhor de tudo quanto existe; 2) Pedir-lhe perdão pelas faltas cometidas; 3) Agradecer-lhe pelos favores imerecidos; 4) Buscar proteção e uma comunhão mais íntima com Ele; Colocar-se à disposição de seu reino”. Em síntese, podemos dizer que a oração é o meio de comunicação com Deus.

II - A ORAÇÃO COMEÇA COM A CONVERSÃO
Podemos afirmar que, ao passo que iniciamos a vida cristã, também começamos a orar. Quando o pecador sente a amorosa chamada de Deus (Pv 23.26), ele aproxima-se de Deus e pede-lhe perdão de seus pecados (Sl 32.5; Jr 33.8), o que constitui sua primeira oração, ele é perdoado, e experimenta a verdadeira conversão (Is 55.3). Neste momento, o Espírito Santo estabelece morada nele (Rm 8.9; I Co 6.19), o qual passa a sentir o intenso desejo de orar: “...derramarei o Espírito de graça e de súplicas...” (Zc 12.10). A partir de então, o ente divino que habita no crente faz com que ele sinta suas fraquezas e passe a viver uma vida de oração.

III - PORQUE DEVEMOS ORAR?
O cristão deve entender que a oração, assim como a leitura da Palavra, é algo indispensável ao seu desenvolvimento espiritual. É como a alimentação de uma criança, que determinará sua estatura, sua saúde, atividade mental, et,. Se a criança tem uma alimentação deficiente, ela terá problemas de raquitismo, baixa imunidade, anemia, etc. Além do desenvolvimento espiritual, devemos orar porque:
1) A oração é um mandamento bíblico (I Cr 16.11; Is 55.6; Am 5.4,6; Mt 26.41; Lc 18.1; Jo 16.24).
2) É o meio pelo qual recebemos as bênçãos de Deus (Lc 11.5,13; At 1.14).
3) Na oração falamos com Deus, e Ele se faz presente (Dt 4.7).
4) Na oração Deus fala conosco (II Co 12.9,10).
5) Recebemos ajuda divina (Hb 4.16).
6) Alcançamos o que pedimos (Mt 7.7,8).

IV - A ORAÇÃO DEVE SER UM HÁBITO DO CRISTÃO
A vida consiste de hábitos, tanto bons quanto maus. Os hábitos mais produtivos são fruto da disciplina, prática, e aplicação. Enquanto a oração não for um hábito bem firmado e não tiver se tornado parte do estilo de vida do crente, sua vida será infrutífera e sem efeito apreciável. Os grandes homens de oração da Bíblia foram pessoas de rígidos hábitos de oração. O rei Davi escreveu: “De tarde e de manhã e ao meio dia orarei; e clamarei; e ele ouvirá a minha voz” (Sl 55.17). A respeito de Daniel foi escrito: “Entrou em sua casa (ora havia em seu quarto janelas abertas da banda de Jerusalém), e três vezes no dia se punha de joelhos, e
orava, e dava graças, diante do seu Deus, como antes costumava fazer” (Dn 6.10). Daniel tinha hábitos de oração tão fixos, que nenhuma circunstância da vida tinha permissão para interrompê-los. Orações regulares era um costume habitual entre os judeus, pois estabeleciam três períodos de oração para todos os dias como nos casos citados de Davi e Daniel. Nos tempos neotestamentários, esses horários eram às nove horas da manhã, às três da tarde e ao pôr do sol. Embora, para alguns a prática tivesse se deteriorado para nada mais do que um ritual (Mt 6.5,16). Para a igreja primitiva, os horários fixos de oração foram seguidos fielmente. Somos informados de que “Pedro e João subiam juntos ao templo à ora da oração, a nona” (At 3.1), ou seja, às três da tarde. Nosso objetivo com isto, não é estimularmos a fixação destes horários de oração seguidos pelos cristãos de Jerusalém, até porque estes horários fazem parte de um contexto social totalmente diferente do nosso. Porém, cada crente, por iniciativa própria, deve estabelecer um hábito pessoal de oração, de acordo com sua realidade (I Ts 5.17).

V - IMPEDIMENTOS À ORAÇÃO
Há impedimentos à oração? Por que muitas de nossas orações não são respondidas? Estas são perguntas comuns entre os servos de Deus. De acordo com o princípio bíblico esposado pelo próprio Senhor Jesus em Mateus 7.7,8, há uma garantia de resposta às orações feitas por nós, ao nosso Pai celestial. Mas, existem situações em que estas orações não são atendidas, pois ferem os desígnios de Deus, e a realização de Sua vontade em nossas vidas, e das pessoas que nos cercam (Mt 7.9-12).

Vejamos algumas situações em que as orações são impedidas:
· Quando pedimos erroneamente (Tg 4.3).
· Quando a oração é interesseira (Mt 20.20-28).
· Quando pedimos sem fé, ou duvidamos (Tg 1.5,6; Hb 11.6).
· Quando estamos fora da vontade de Deus (I Jo 5.14).
· Quando pedimos o que não convém (Rm 8.26).
· Quando não perdoamos (Mt 18.15-22; Mc 11.25,26).
· Quando os cônjuges não se entendem (I Pe 3.7).
· Quando há desavenças familiares (Ef 5.22-25,28-34).
· Quando há pecados não confessos (Is 59.1,2).

De acordo com estas verdades, podemos afirmar que nossas orações serão atendidas se:
· Reconhecemos nossas imperfeições (II Cr 7.13,14).
· Confessamos nossos pecados (Pv 28.13).
· Nos humilhamos (Pv 16.8; Tg 4.6).
· Perdoarmos (Mt 6.14,15).
· Tivermos comunhão (Sl 133; I Jo 4.7,8).
· Tivermos compromisso (Jo 15.13-16).
· Respeitarmos às pessoas (I Tm 5.1-8).
· Amarmos (I Co 13.1-8; Jo 15.12).
· Aceitarmos a vontade de Deus (Mt 7.21; Rm 12.1,2).
· Confiarmos em Deus (Hb 11.6; Rm 1.17).

VI - ELEMENTOS ESSENCIAIS DA ORAÇÃO
A Bíblia é riquíssima em informações sobre a oração e suas nuanças, tanto no A.T. como no N.T., porém, queremos registrar aqui, de forma bem sucinta, alguns elementos que são essenciais à oração, são eles:
· Ação de graças – Nossas orações devem começar com agradecimento à Deus pelo que Ele tem feito por nós. As ações de graças eram parte importante nas orações bíblicas e nos Salmos, tal como deveriam ser em nossas orações. A falta de gratidão é um inimigo sutil da alma, que conduz ao egoísmo (Rm 1.21; Sl 30.12; 69.30; 116.17).
· Louvor e adoração – Deus, deve ser louvado e adorado em nossas orações. Amados, nossas orações não devem ser frias e decoradas. Ao orarmos, deve brotar de nossos corações uma adoração profunda e sincera como acontecia com o salmista Davi (Sl 9.1,2; 18.1-3; 92,1-5; 145.1-3).
· Intercessão – Vem do hb. Pãga, (“encontrar-se”, “pleitear”, “interceder diante dele”, e ocorre 46 vezes no A.T.) e do gr. entunchano (“apelar a”, “fazer intercessão”, “orar”) e resume-se no ato de pedir a Deus em favor de outrem. Ao orarmos, não devemos chegar primeiro com aquela “lista” enorme de pedidos pessoais, devemos pedir pelas outras pessoas também, pois isto demonstra amor e misericórdia diante de Deus. Lembremo-nos, que “o Senhor virou o cativeiro de Jó, quando orava pelos seus amigos; e o Senhor acrescentou a Jó outro tanto em dobro a tudo quanto dantes possuía.” (Jó 42.10).
· Submissão – A submissão é meio para a oração eficaz, o cristão submisso aceita humildemente a autoridade e o senhorio daquEle a quem está orando. Não obstante o cumprimento desta condição prévia, o cristão precisa igualmente submeter-se aos líderes que Deus colocou acima dele (Hb 13.17).
· Súplica – é o ato de fazer humildes e intensos rogos pedindo o favor especial de Deus (I Rs 8.33,34; Sl 30.8).
· Petição – As petições são os nossos pedidos pessoais, que podem ser os mais variados possíveis, é a nossa “lista” de necessidades, como citamos acima (Mt 6.32; Sl 40.17; 107.41; Fp 4.19).

CONCLUSÃO
Concluímos afirmando que a oração é apropriada em qualquer tempo e lugar. Não precisa de cerimonialismo, de vocabulário rebuscado, ou de grandes catedrais para se ter uma audiência com o Todo Poderoso! Quando um crente sincero dirige-se ao Pai, a oração pode ser feita diante da pia da cozinha ou numa rua movimentada, a bordo de um avião ou diante do volante de um automóvel; no interior ou na capital; num lugar solitário ou junto de uma multidão inquieta; na cova dos leões ou à margem de um riacho, em um quarto cheio de janelas ou em um santuário, em uma poltrona confortável ou no ventre de um peixe, de uma coisa temos certeza: o Senhor está com seus ouvidos abertos para nos ouvir e enviar-nos socorro direto do seu trono, diante do qual estão as miríades de seres angelicais que o servem e cumprem as suas ordens (Hb 1.7,13), Amém!

“A oração é a respiração da alma” (Dwigth L. Moody)
“Orai sem cessar” (Apóstolo Paulo)
“Vigiai e Orai” (Jesus Cristo)

REFERÊNCIAS:
· Bíblia de Estudo Pentecostal – 1995 – CPAD.
· Lições Bíblicas – Jovens e Adultos – 1998 à 2004 – CPAD.
· O Espírito Nos Ajuda a Orar – Robert L. Brant e Zenas J. Bicket. CPAD.
· Dicionário Teológico – Claudionor Corrêa de Andrade – 13ª Edição 2004 – CPAD.
· Tesouro de Conhecimentos Bíblicos – Emílio Conde – 5ª Edição 2000 – CPAD.

Postado Por: Rede Brasil de Comunicação - Recife - PE

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

LIÇÃO 05 - EBD 4º TRIMESTRE

LIÇÃO 05 – ORANDO COMO JESUS ENSINOU


INTRODUÇÃO
“Ensina-nos a orar...” (Lc.11.1) esse foi um pedido dos discípulos do Senhor. Mas qual a razão deles em rogar um ensino sobre oração, já que os judeus da época de Jesus eram um povo religioso e as orações
eram realizadas nas praças das cidades? A verdade é que a maneira como Jesus orava mostrava intimidade
com o Pai, diferentemente dos fariseus que se exibiam nos locais públicos com suas orações mecânicas e cheias de vãs repetições. A vida de oração de Jesus revelava não só uma prática diária, mas um relacionamento profundo com Deus. Os discípulos queriam aprender isto. Então, o Mestre dos mestres
começou a ensinar. Vejamos como:

I – JESUS NOS ENSINA A ORAR SEM HIPOCRISIA
Infelizmente, a hipocrisia estava presente na vida dos fariseus e isto irradiava-se para a sociedade
judaica como um todo: nas esmolas (Mt. 6.2); no jejum (Mt. 5.6); nos julgamentos (Mt. 7.5); nas ofertas (Mt.23.23) e nas orações.“E, quando orares, não sejas como os hipócritas, pois se comprazem em orar em
pé nas sinagogas e às esquinas das ruas, para serem vistos pelos homens. Em verdade vos digo que já receberam o seu galardão.” (Mt 6.5). De pé era a postura aceita pelos judeus para realizarem suas orações. Jesus não está condenando a maneira que eram feitas as orações e nem tão pouco a oração pública; o nosso Senhor e a igreja primitiva oraram publicamente (Mt 11.25,26; Jo 11.41-42; 17:1; At. 4.24,31; At. 1:14). O Senhor está condenando aqui neste texto as más intenções dos fariseus que usavam o ato de orar para exibir uma espiritualidade e comunhão que eles não tinham.
Outra advertência feita por Jesus era que se evitasse as vãs repetições: “E, orando, não useis de vãs repetições” (Mt.6.7). O termo grego citado nesse texto é “battalogeo” e tem o significado de “balbucio
ininterrupto” e significa também “conversa tola” ou “tolice”. O que está em questão não são simplesmente as
repetições, mas a relação com o paganismo dos povos estrangeiros. Essas práticas de repetições nas
orações que os gentios faziam às suas divindades eram muito comum na época de Jesus. Diferentemente dos fariseus, que eram exibicionistas nas sua práticas religiosas, o Senhor Jesus  ensina a seus discípulos e a nós como devemos nos portar em oração: “Mas tu, quando orares, entra no teu aposento e, fechando a tua porta, ora a teu Pai, que vê o que está oculto; e teu Pai, que vê o que está oculto, te recompensará. (Mt.6.6).
* “entra no teu aposento” - não necessariamente no quarto, mas o local onde podemos ficar a sós
com Deus. O quarto de oração de Jesus era o monte e o deserto (Mc 1:35; Lc 6:12); de Isaque, era o
campo (Gn 24:63); de Davi, o quarto de dormir (Sl 4:4); de Pedro, o eirado (At 10:9); de Ezequias, o
rosto virado para a parede (II Rs 20:2). e o seu qual é ? você tem este local?
* “fechando a tua porta” - quer dizer se desligar do mundo e tudo aquilo que impede uma comunicação direta com Deus. (Tg 4.1). Quando fechamos a porta não há espaço para as obras da carne (Gl.5.19). O ensino que o Senhor Jesus quer deixar: é que a oração verdadeira que Deus ouve não comunga com a hipocrisia e com a idolatria. As atitudes de como se apresentar perante Deus ensinadas por Jesus visam mostrar que a glória de tudo pertence a Deus; que vê o que está em oculto e nos recompensa.

II – JESUS NOS ENSINA A ORAR HONRANDO A DEUS
“Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome. Venha o teu Reino. Seja feita a tua vontade, tanto na terra como no céu.” (Mt.6.9).
* Honrando a Deus como Pai. O termo grego usado nessa passagem Bíblica é “Aba” que significa “paizinho”. Isto nos mostra o estado de filiação que temos com Ele (1 Jo 3.1). Revela o grau de  intimidade entre Deus e os Seus filhos. Uma coisa é chama-Lo de “pai” e outra é chama-Lo de “paizinho”; mostra submissão e dependência ao Senhor.
* Honrando a Deus como Santos. A verdadeira vida cristã é inseparável da santidade (Lv.11.44). Ser santo significa ser separado; e tudo aquilo que é separado muda de valor. Se horarmos o Senhor como santos, ele ouvirá nossas orações e súplicas.

III– JESUS NOS ENSINA A ORAR PEDINDO PELAS NOSSAS NECESSIDADES
A oração modelo proposta por Jesus aos discípulos é composta por sete petições: três são para glorificar a Deus (Santificado seja o Teu Nome; Venha o Teu Reino; Faça-se a Tua vontade); três pela nossa alma(Perdoa-nos as nossas dívidas; Não nos deixes cair em tentação; Livra-nos do mal); e uma pelo pão (O pão nosso de cada dia da-nos hoje). Analisando estas petições, podemos ver que um dos principais ensinos dessa oração é : "Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas." (Mt 6:33); por isso, só há uma petição pelo pão nosso de cada dia. O termo “de cada dia” (epiousios) é raro no NT e pode significar: amanhã. Assim, pedir o pão de cada dia é rogar a Deus que supra nossas necessidades de hoje e do dia seguinte – é depender do Senhor sabendo que tudo aquilo que
recebemos é Dele.
* Deus sabe o que precisamos antes mesmo que peçamos (Mt. 6.8), orando Ele se compraz em responder as orações.
 * O cristão não deve pedir riqueza; muito menos, pobreza (Pv. 30.8,9), mas somente o necessário, não
para entesourar, ou para viver ansiosamente (Mt. 6.19-31), e sim, dependendo do Senhor, que nos dá
o que precisamos (Mt. 6.32-34).
* Pedir que Ele nos perdoe, mas também precisamos perdoar aqueles que nos ofenderam (Mt. 6.14,15;
11.25; 18.21,22, 35), muito mais do que sete vezes (Mt. 18.21,22).
* Devemos pedir também que o Senhor nos livre do mal, isto é, do Maligno (Jo. 17.15).

IV – JESUS NOS ENSINA A ORAR GLORIFICANDO A DEUS
“...porque teu é o reino, e o poder, e a glória, para sempre. Amém.” Mt.6.13). Glorificar a Deus na
oração é reconhecer a Soberania do Senhor sobre tudo (Sl 89.11; Sl 145.12; Is. 66.1). É tornar-se dependente Dele, pois sem Ele nada podemos fazer (Jo.15.5). É aceitar os seus propósitos eternos (Jó 42.2), sabendo que os caminhos que Ele tem traçado para nós é melhor e maior que o nosso (Is. 55.8). É ter a certeza que o  Senhor está no controle de tudo, mesmo quando as nossas orações não são respondidas. É a vontade de Deus que deve prevalecer e não a nossa quando estamos orando (Mt 6.10; 26.42). Glorificar não é simplesmente pronunciar a palavra glória, é ter a convicção profunda que o reino e todo poder pertencem a Deus, sendo Ele o único a merecer isso (Mt.28.18).
O Amém, que finaliza a oração do Pai nosso, não deve ser entendido como um ponto final, mas deve
ser compreendido como uma confirmação de tudo que foi dito anteriormente no esboço da oração modelo
ensinada por Jesus a seus discípulos. Desta forma, o Senhor Jesus afirma a maneira correta de chegar-se a
Deus através da oração.

CONCLUSÃO
Colocando em prática esses princípios dos ensinamentos de Jesus acerca da oração: orar sem hipocrisia, honrando a Deus e glorificando o seu eterno poder, podemos assim, apresentar todas as nossas
necessidades diante Dele que, com certeza, o Senhor nos ouvirá e mandará a resposta. “Se vós estiverdes
em mim, e as minhas palavras estiverem em vós, pedireis tudo o que quiserdes, e vos será feito. ” (Lc.15.7). A vivência desses ensinamentos do modelo da oração proposta por Jesus conduz o crente a uma vida vitoriosa e mais íntima com Deus.

REFERÊNCIAS

· Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal - João Ferreira de Almeida – C.P.A.D.
· Comentário Bíblico NVI – F.F. Bruce – Editora Vida.
· Comentário Bíblico Pentecostal - Novo Testamento – C.P.A.D.
· Boyer, Orlando – Espada Cortante – Vol 1 – C.P.A.D.
 
Postado inicialmente por: Igreja Evangélica Assembléia de Deus – Recife / PE  - Superintendência das Escolas Bíblicas Dominicais - RBC

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

DEPUTADOS CRISTÃOS ELEITOS - FEDERAIS E ESTADUAIS

ASSEMBLEIA DE DEUS
01) Antonia Lucia (AC) – PSC (eleita)
02) Silas Câmara (AM) – PSC (reeleito)
03) Sabino Castelo Branco (AM) – PTB (reeleito)
04) Fátima Pelaes (AP) – PMDB (reeleita)
05) Erivelton Santana (BA) – PSC (eleito)
06) Pastor Ronaldo Fonseca (DF) – PR (eleito)
07) Cantora Lauriete (ES) – PSC (eleita)
08) João Campos (GO) – PSDB (reeleito)
09) Zé Vieira (MA) – PR (reeleito)
10) Zequinha Marinho (PA) – PSC (reeleito)
11) Pastor Francisco Eurico (PE) – PSC (eleito)
12) Delegado Fernando Francischini (PR) – PSDB (eleito)
13) Pastor Hidekazu Takayama (PR) – PSC (reeleito)
14) Filipe Pereira (RJ) – PSC (reeleito)
15) Liliam Sá (RJ) – PR (eleita)
16) Nilton Capixaba (RO) – PTB (eleito)
17) Marcos Rogério (RO) – PDT (eleito)
18) Ronaldo Nogueira (RS) – PTB (eleito)
19) Pastor Paulo Freire (SP) – PR (eleito)
20) Missionário José Olímpio (SP) – PP (eleito)

IGREJA BATISTA
01) Arolde De Oliveira (RJ) – DEM (reeleito)
02) Sérgio Brito (BA) – PDT (reeleito)
03) Sueli Vidigal (ES) – PDT (reeleito)
04) Edvaldo Holanda Jr (MA) – PTB (eleito)
05) Lourival Mendes (MA) – PT do B (eleito)
06) Audifax Barcelos (ES) – PSB (eleito)
07) André Zacharow (PR) – PMDB (reeleito)
08) Neilton Mullim (RJ) – PR (reeleito)
09) Gilmar Machado (MG) – PT
10) Leonardo Quintão

IGREJA BATISTA SOLIDÁRIA
01) Lincoln Portela (MG) – PR (reeleito)

IGREJA BATISTA GETSEMANI
01) Walter Tosta – (MG) – PMN (eleito)

IGREJA UNIVERSAL
01) Antônio Bulhões (SP) – PRB (reeleito)
02) Jonathan de Jesus (RR) – PRB (eleito)
03) Pastor Heleno (SE) – PRB (eleito)
04) Otoniel Lima (SP) – PRB (eleito)
05) Márcio Marinho (BA) – PRB (reeleito)
06) George Hilton (MG) – PRB (reeleito)
07) Vitor Paulo (RJ) – PRB (eleito)

IGREJA PRESBITERIANA
01) Henrique Afonso (AC) – PV (reeleito)
02) Leonardo Quintão (MG) – PMDB (reeleito)
03) Edmar Arruda (PR) – PSC (eleito)
04) Benedita da Silva (RJ) – PT (eleita)
05) Antony Garotinho (RJ) – PR (eleito)
06) Edinho Araújo (SP) – PMDB (eleito)
07) Vaz de Lima (SP) – PSDB (eleito)

IGREJA DO EVANGELHO QUADRANGULAR
01) Jefferson Campos (SP) – PSB (eleito)
02) Josué Bengtson (PA) – PTB (eleito)
03) Mario de Oliveira (MG) – PSC (reeleito)
04) Lindomar Garçon (RO) – PV (reeleito)

IGREJA INTERNACIONAL DA GRAÇA
01) Jorge Tadeu (SP) – DEM (reeleito)
02) Dr. Grilo (MG) – PSL (eleito)
03) Dr. Adilson Soares (RJ) – PR (reeleito)

IGREJA MARANATA
01) Manato (ES) – PDT (reeleito)
02) Andréia Zito (RJ) – PSDB (reeleita)

IGREJA METODISTA
01) Walney rocha – (RJ) – PTB (eleito)

IGREJA LUTERANA
01) Onyx (RS) – DEM (reeleito)


IGREJA CRISTÃ DO BRASIL
01) Bruna Furlan (SP) – PSDB (reeleita)

IGREJA RENASCER
01) Marcelo Aguiar (SP) – PSC (reeleito)

IGREJA AVIVAMENTO DA FÉ
01) Marco Feliciano (SP) – PSC (eleito)


IGREJA NOVA VIDA
01) Washington Reis (RJ) – PMDB (eleito)

IGREJA O BRASIL PARA CRISTO
01) Roberto de Lucena – PV

IDENTIDADE DENOMINACIONAL DESCONHECIDA
58) Áureo (RJ) – PRTB (eleito)
59) Íris Resende (GO) – PMDB
60) Aguinaldo Ribeiro (PB) – PP
61) Anderson Ferreira (PE) – PR
62) Eduardo da Fonte (PE) – PP
63) Zé Vieira (MA) – PR (reeleito)



DEPUTADOS ESTADUAIS


Amazonas - Wanderley Dallas (PMDB) e Francisco Souza (PSC), os dois da AD em Manaus.

Pará - Raimundo Santos (PR), da AD em Belém, liderada pelo pastor Samuel Câmara, Pio X (PDT), da AD (Comiadepa) e Martinho Carmona (PMDB), da Igreja Quadrangular; pastor Divino (PRB).

Amapá – Moisés Souza (PSC), da Igreja Batista em Macapá.

Bahia - Pastor José de Arimatéia (PRB); pastor Isidoro (PSB) e Márcio Marinho (PRB).

Espírito Santo – Élcio Álvares (DEM) e Gildevan (PV).

Paraná – Mara Lima, (PSDB) cantora da AD; pastor Edson Praczyck (PRB); Gilson de Souza (PSB).

Santa Catarina – Ismael dos Santos (DEM) é membro da AD e filho do respeitado líder estadual, pastor Nirton Santos.

Rio Grande do Norte - Pastor assembleiano Antonio Jácome (PMN) foi reeleito em primeiro lugar, com 54.743 votos. Jácome já foi vice-governador; Gilson Moura (PV).

São Paulo – Pastor Carlos Cézar (PSC); pastor José Bittencourt (PDT); pastor Adilson Rossi (PSC), da AD-Belenzinho; pastor Dilmo dos Santos (PV), da AD-Madureira; Carlos Bezerra Jr (PSDB); André Soares, filho do pastor e líder da Igreja Internacional da Graça, R.R. Soares.

Rio – Samuel Malafaia (PR), da AD em Jacarepaguá (Grande Rio) e irmão do pastor Silas Malafaia; Clarissa Garotinho (PR), vereadora e eleita deputada; Edino Fonseca (PR) é pastor da AD-Madureira; Edson Albertassi (PMDB); e Fabio Silva (PR); Sabino (PSC); Waguinho (PRTB).

Goiás - Daniel Messac, da AD-Madureira em Vila Nova; Luiz Carlos do Carmo (PMDB), da AD em Campinas e Fábio Souza (PSDB), da Igreja Fonte da Vida.

Alagoas - Jota Cavalcante (PDT), filho do pastor José Neco Antônio dos Santos, líder da AD no Estado (reeleito).

Pernambuco – Pastor Cleiton Collins (PSC); e presbítero Adalto (PSB).

Acre - Pastor Helder da Silva Paiva (PR), da AD em Rio Branco e pastor Denilson (PSC).

Minas Gerais - João Leite (PSDB); pastor Antonio Genaro (PSC), da Igreja do Evangelho Quadrangular; Wanderley Miranda (PMDB); Antonio Carlos Arantes (PRB); e pastor Carlos Henrique (PRB), da Igreja Universal.

Paraíba – Edmilson Soares (PSB).

Rondônia – Saulo (PDT).

Roraima – Marcelo Natanael (PRB); Ângela Águida (PSC).

Sergipe – Pastor Antônio (PSC).

Maranhão -  ELIZIANE GAMA QUE DEVIDO O SEU EXCELENTE TRABALHO FRENTE A CPI DA PEDOFILIA FOI REELEITA COM MAIS DE 37 MIL VOTOS


Fonte; Blog Fronteira Final - Pastor Antonio Mesquita

terça-feira, 28 de setembro de 2010

SUBSÍDIO - E B D LIÇÃO 01 - 4º TRIMESTRE

LIÇÃO 01 – O QUE É ORAÇÃO

INTRODUÇÃO
Neste último trimestre do ano estudaremos sobre O Poder e o Ministério da Oração, o relacionamento do cristão com Deus, onde teremos a oportunidade de estudar treze preciosas lições sobre a oração, tanto no Antigo como no Novo Testamento. Sem dúvidas, desfrutaremos de momentos, não só de aprendizado, mas também de comunhão com Deus. Nesta primeira lição, cujo tema é: O que é Oração, estaremos respondendo os seguintes questionamentos: O que não é oração? O que é oração? Como devemos orar?
Existe uma postura específica ou um local específico para buscarmos a Deus em oração?

I – O QUE NÃO É ORAÇÃO?
De acordo com as Sagradas Escrituras, a oração não é algo formal, para atrair a atenção dos homens, como faziam os fariseus, que foram condenados pelo Senhor Jesus (Mt 6.5). Também não é um mero ritualismo, sem consistência espiritual, como uma reza, cheia de repetições intermináveis e de enunciados que não trazem os sentimentos do coração (Mt 6.7). A oração não é um ato de penitência para subjugar a carne; nem deve ser vista pelo cristão como um pedido de socorro, que só o fazemos quando estamos em perigo. Vejamos, então, o que é oração.

II – O QUE É ORAÇÃO?
Oração é uma prece dirigida pelo homem ao seu Criador, como o objetivo de adora-Lo, pedir-lhe perdão pelas faltas cometidas, agradecer-lhe pelos favores recebidos, buscar proteção e, acima de tudo, uma comunhão mais íntima com Ele. Essa atividade é descrita como: invocar a Deus (Sl 17.6); invocar o nome do Senhor (Gn 4.26); clamar ao Senhor (Sl 3.4); levantar nossa alma ao Senhor (Sl 25.1), etc. Diversos textos das Sagradas Escrituras incentivam o crente a orar (I Cr 16.11; Sl 105.4; Is 55.6; Am 5.4,6; Mt 26.41; Lc 18.1; Jo 16.24; Ef 6.17,18; Cl 4.2; I Ts 5.17) fazendo-nos entender que Deus aspira a comunhão com o homem.
Vejamos outras definições:
2.1 Orar é comunicar-se com Deus. Toda vez que oramos, entramos em contato com Deus, de uma maneira especial. Não apenas em um monólogo, e sim, num diálogo, onde podemos, não apenas dirigir nossas palavras a Deus, mas, também, ouvi-Lo (Gn 18.23-33; Ex 14.15; 32.30-34).
2.2 Orar é tornar nossos pedidos conhecidos diante de Deus. É compartilhar com Ele tudo o que está em nosso coração, sabendo que Ele se importa com a nossa vida e todas as nossas necessidades (I Sm 1.9-11; Ne 2.4; Dn 6.10; Jo 11.41,42; At 12.5). Mas, devemos entender também que a oração é uma batalha; por isso, todas as vezes que vamos orar, muitas coisas acontecem para tentar impedir que nós estejamos de joelhos na presença de Deus. Satanás faz de tudo para impedir que o crente ore, pois, quanto mais orarmos, mais difícil será para ele nos afastar de Deus.

III - COMO DEVEMOS ORAR?
Nos dias hodiernos, muitos líderes evangélicos, influenciados pela teologia da prosperidade, estão ensinando um modelo de oração completamente oposto aos exemplos bíblicos, ensinando os cristãos a orar decretando, determinando ou profetizando sua bênção, “e as coisas acontecem”, dizem eles. No entanto, a Bíblia Sagrada nos ensina a forma correta de nos dirigirmos a Deus, em oração. Vejamos:
3.1 Devemos orar com fé. A fé é um dos requisitos indispensáveis à oração. O Senhor Jesus disse: "E, tudo o que pedirdes na oração, crendo, o recebereis." (Mt 21:22); "Se tu podes crer, tudo é possível ao que crê." (Mc 9:23); e, o apóstolo Tiago nos exorta dizendo: “Peça-a, porém, com fé, em nada duvidando; porque o que duvida é semelhante à onda do mar, que é levada pelo vento, e lançada de uma para outra parte” (Tg 1.6). Portanto, não basta orar, é preciso ter fé e reconhecer que, mesmo que nos pareça impossível o que estamos pedindo, todas as coisas são possíveis para Deus (Mt 19.26).
3.2 Devemos orar em Nome de Jesus. Muitos cristãos deixam de obter resposta às suas orações por não orarem em Nome de Jesus. O próprio Senhor Jesus nos ensinou, dizendo: “E tudo quanto pedirdes em meu nome eu o farei, para que o Pai seja glorificado no Filho. Se pedirdes alguma coisa em meu nome, eu o farei” (Jo 14.13,14); “Não me escolhestes vós a mim, mas eu vos escolhi a vós, e vos nomeei, para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça; a fim de que tudo quanto em meu nome pedirdes ao Pai
ele vo-lo conceda” (Jo 15.16); “E naquele dia nada me perguntareis. Na verdade, na verdade vos digo que tudo quanto pedirdes a meu Pai, em meu nome, ele vo-lo há de dar” (Jo 16.23).
3.3 Devemos orar segundo a vontade de Deus. É imprescindível que a vontade de Deus prevaleça sempre sobre as nossas vidas. Por isso, devemos orar pedindo a Deus que faça sempre conforme à Sua vontade. O próprio Jesus nos deu o exemplo quando orou no jardim do Getsêmani: “E, indo segunda vez, orou, dizendo: Pai meu, se este cálice não pode passar de mim sem eu o beber, faça-se a tua vontade” (Mt 26.42). E, o apóstolo João, diz: “E esta é a confiança que temos nele, que, se pedirmos alguma coisa, segundo a sua vontade, ele nos ouve” (I Jo 5.14).
3.4 Devemos orar com perseverança. A perseverança é fundamental à nossa vida de oração. Diversas vezes Jesus ensinou sobre o dever de orar sempre, sem desfalecer (Mt 7.7-11; Lc 11.5-13; 18.1-8); e, o apóstolo Paulo diz: “Orai sem cessar” (I Ts 5.17); “Orando em todo o tempo com toda a oração e súplica no Espírito, e vigiando nisto com toda a perseverança santos” (Ef 6.18).
3.5 Devemos orar com sinceridade. Deus não aceita oração com falsidade e hipocrisia. Na parábola do fariseu e do publicano (Lc 18.9-14), Jesus disse que tanto o fariseu como o publicano subiram ao templo, para orar; o fariseu, orava dizendo: “Ó Deus, graças te dou porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros; nem ainda como este publicano. Jejuo duas vezes na semana, e dou os dízimos de tudo quanto possuo”. Porém, o publicano, nem queria levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: “Ó Deus, tem misericórdia de mim, pecador!”. Por isso, somente a oração do publicano foi ouvida. O escritor aos Hebreus, diz ainda: “Cheguemo-nos com verdadeiro coração, em inteira certeza de fé, tendo os corações purificados da má consciência, e o corpo lavado com água limpa” (Hb 10.22).
3.6 Devemos orar como Jesus nos ensinou. A oração do “Pai Nosso” (Mt 6:10-13) serve de modelo para nós. Nela aprendemos que:
· Somos filhos de Deus, e não apenas servos: “Pai nosso”;
· O nosso Deus não está em um andor e nem em um altar, e sim, nos céus: “... que estás nos céus”.
· Deus é santo, e por isso, Seu nome deve ser reverenciado: “... santificado seja o teu nome”;
· Devemos orar, pedindo que Deus implante o seu Reino aqui na terra: “Venha o teu reino”;
· Devemos pedir que Deus faça conforme a Sua vontade: “... seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu”;
· Deus é supridor de nossas necessidades diárias: “O pão nosso de cada dia nos dá hoje”;
· A oração é uma ocasião oportuna para buscarmos o perdão divino: “E perdoa-nos as nossas dívidas”;
· O perdão divino será na mesma proporção que perdoamos a outros: “... assim como nós perdoamos aos nossos devedores”;
· Deus pode nos livrar na e da tentação: “E não nos induzas à tentação”;
· Ele pode nos livrar de todo o mal: “... mas livra-nos do mal”;
· Tudo pertence a Deus. Por isso, Ele é digno de toda adoração: “... porque teu é o reino, e o poder, e a glória, para sempre".

IV - EXISTE UMA POSTURA ESPECÍFICA PARA ORAR?
Ao lermos a Bíblia, podemos observar que não existe uma posição específica para orar, pois, ela registra diversos exemplos de pessoas que oraram de maneiras diferentes. Vejamos alguns exemplos:
4.1 Oração de joelhos. Como Salomão que na dedicação do templo de Jerusalém, orou a Deus de joelhos e com as mãos estendidas (I Rs 8.22,54; II Cr 6.13); o salmista nos convida a nos ajoelharmos diante do Senhor (Sl 95.6). Além disso, também oraram de joelhos: Daniel (Dn 6.10), Jesus (Lc 22.41), Estêvão (At 7.60), Pedro (At 9.40), e o apóstolo Paulo (Ef 3.14).
4.2 Oração inclinado ou prostrado. Foi assim que orou o servo de Abraão quando Betuel e Labão consentiram que Rebeca fosse com ele (Gn 24.52); e, o próprio Senhor Jesus no jardim do Getsêmani (Mt 26.39; Mc 14.35).
4.3 Oração em pé. A Bíblia registra também exemplos de pessoas que oraram em pé, como Abrão (Gn 18.22); Jesus (Mt 11.25; Jo11.41); e o publicano (Lc 18.13).

V - EXISTE UM LOCAL ESPECÍFICO PARA ORAR?
Ensinando acerca da oração, Jesus disse: “Mas tu, quando orares, entra no teu aposento e, fechando a tua porta, ora a teu Pai que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará publicamente” (Mt 6.6). A Bíblia também menciona o templo como um lugar de oração (Is 56.7; Lc 19.46). Mas, isso não significa dizer que devemos orar somente no templo ou em nosso aposento. O profeta Jonas, por exemplo, orou no ventre do peixe (Jn 2.1) e Paulo e Silas oraram no cárcere (At 16.25,26). Portanto, não existe um lugar específico para buscarmos a Deus em oração, pois, podemos orar em qualquer lugar.

CONCLUSÃO
Um dos maiores privilégio do cristão, sem dúvida, é poder buscar a Deus em oração. A Bíblia está repleta de promessas para aqueles que oram (Jr 33.3; Sl 50.15; Mt 21.22; Tg 5.16). Por isso, não podemos deixar de desfrutar de todos os benefícios advindos através da oração, principalmente, o de poder desfrutar de uma comunhão mais íntima e profunda com Deus.

REFERÊNCIAS
· Bíblia de Estudo Pentecostal. Donald C. Stamps. C.P.A.D.
· Dicionário Teológico. Claudionor C. Andrade C.P.A.D.
· Pequena Enciclopédia Bíblica. Orlando Boyer. C.P.A.D.
· A oração que Deus responde. Guy Appére. Editora Fiel.
· Oração, um ministério fundamental. Ubiratan Oliveira da Silva. CPAD.
· O poder de orar juntos. Stormie Omatian. Mundo Cristão.a sempre

Fonte: Radio Brasil de Comunicação - IEAD em Recife - PE

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

LIÇÃO DO 3º TRIMESTRE 2010


Comentarista: Pr. Eliezer Lira










01 – O que é oração

02 – A oração no Antigo Testamento

03 – A oração sabia

04 – A oração no Novo Testamento

05 – Orando como Jesus Ensinou

06 – A importância da oração na vida do crente

07 – A oração da igreja e o trabalho do Espírito Santo

08 – A oração sacerdotal de Jesus Cristo

09 – A oração e a vontade de Jesus

10 – O ministério da intercessão

11 – A oração conduz ao perdão

12 – Quando o crente não ora

13 – Se o meu povo orar