O PRIMEIRO CONCÍLIO DA IGREJA DE CRISTO
Texto Áureo: At. 15.28,29
Leitura Bíblica em Classe: At. 15.6-12
Objetivo: Mostrar aos alunos que a intenção de um concílio eclesiástico, convocado sob orientação divina, é preservar a unidade da igreja no Espírito e conservar a sã doutrina.
INTRODUÇÃO
Desde os seus primórdios, a igreja cristã precisou lidar com controvérsias que colocaram em risco a unidade doutrinária. Na aula de hoje, estudaremos a respeito da questão judaizante, que se espalhou em algumas igrejas e comprometia o evangelho de Cristo. Nesta lição, veremos como a igreja primitiva respondeu às tentativas religiosas de minar a doutrina, e, ao mesmo tempo, conseguiu manter o equilíbrio entre preservar a doutrina e cultivar o amor pelos irmãos.
1. O CONCÍLIO EM JERUSALÉM
A realização de um concílio em Jerusalém se fez necessária por causa de uma crença predominante entre alguns judeus que para os gentios serem salvos esses precisariam se tornar membros do povo de Deus e aceitar as obrigações da lei judaica. Além disso, havia também um problema, pois, para alguns judeus, os gentios, ao participarem da mesa da comunhão, a tornavam impura, por causa do alimento que traziam. Os mais preocupados com a inclusão dos gentios no seio da igreja eram os judaizantes. Eles argumentavam, a respeito dos gentios, que se esses não se circuncidassem, conforme o uso de Moisés, não podiam ser salvos (At. 15.1,2). Esse grupo permanecia atado às praticais rituais do judaísmo, eles não admitiam desconsiderar os rituais judaicos, na verdade, eram tais eram mais fariseus do que cristãos (At. 15.5). Logo a princípio, Paulo percebeu que esse ensinamento era contrário à fé cristã, e que punha em risco o evangelho de Cristo, desconsiderando a Sua morte expiatória (Gl. 2.21; 5.1-6). Caso a igreja optasse pela doutrina dos judaizantes, a morte de Cristo perderia a razão de ser, e o cristianismo não passaria de uma facção de judaísmo (Gl. 3.1-3). O posicionamento contundente de Paulo em relação aos judaizantes revelava o risco que o evangelho passava, a necessidade de defender os princípios básicos da fé cristã que estão sendo questionados, e com esses, o futuro da igreja de Jesus Cristo. Durante o concílio, Pedro lembrou do episódio de Cesaréia, na residência de Cornélio, como testemunho de que “Deus me escolheu dentre vós para que, por meu intermédio, ouvissem os gentios a palavra do evangelho e cressem” (At. 15.7). Ninguém pode acusar Pedro se ser judaizante, haja vista que, conforme declarou no concílio “Cremos que fomos salvos pela graça do Senhor Jesus, como também aqueles o foram” (At. 15.11), consoante ao que afirmou Paulo aos Gálatas (Gl. 2.16). Tiago, o meio-irmão do Senhor, autor da Epístola que leva seu nome, e líder da igreja em Jerusalém, também “expôs Simão como Deus primeiro visitou os gentios, a fim de construir dentre eles um povo para o seu nome” (At. 15.14). Tiago destacou ainda que essa realidade confirmava “as palavras dos profetas” (At. 15.15). A partir de tal declaração, aprendemos que qualquer concílio eclesiástico somente é legítimo se esse se pautar pela autoridade das Escrituras.
2. A CARTA DO CONCÍLIO
Os debates ocorridos naquele concílio resultaram na produção de uma Carta que deveria ser enviada às igrejas. O teor dessa missiva deixava explícito o repúdio dos cristãos aos postulados judaizantes, e os desautorizava a proclamar os falsos ensinamentos que comprometiam a verdade da fé cristã. Por isso, “pareceu bem aos apóstolos e aos presbíteros, com toda a igreja, tendo elegido homens dentre eles, envia-los juntamente com Paulo e Bernabé, a Antioquia: foram Judas, chamado Barsabás e Silas”, homens que, segundo Lucas, eram “notáveis entre os irmãos” (At. 15.22). Além de reprovar aqueles que perturbavam com palavras, transtornando as almas dos crentes, os líderes reconheciam que não se fazia necessário “impor maior encargo além destas coisas essenciais: que vos abstenhais das coisas sacrificadas aos ídolos, bem como do sangue, da carne de animais sacrificados e das relações sexuais ilícitas”. Tais recomendações devem servir de alerta a certos líderes eclesiásticos que querem impor sobre a igreja fardos pesados, que eles mesmos não são capazes de cumprir, e que servem apenas para alimentar a vaidade ministerial. É preciso destacar também que essas orientações eram predominantemente rituais, a exceção da imoralidade sexual, e se tratavam mais de uma recomendação do que uma ordem, por isso, “fareis bem se vos guardardes” (At. 15.29). O objetivo primordial de tais recomendações era a preservação dos irmãos mais fracos, os judeus que não comiam carne se o sangue não tivesse sido tirado, nem a de animais estrangulados ou que morriam por doença. Por isso, era preciso que os gentios fizessem algumas concessões com respeito à alimentação. Assim fazendo, estavam seguindo a lei do amor, evitando o escândalo dos irmãos mais judeus mais fracos na fé (Rm. 14.21). Os cristãos de hoje também precisa fazer concessões em relação aos crentes mais fracos na fé, por amor, mas, ao mesmo tempo, devem conduzi-los ao crescimento, a fim de que esses não permaneçam na meninice (I Co. 3.1; 14.20; Gl. 4.3).
3. RESULTADOS DO CONCÍLIO
O concílio de Jerusalém, a respeito da questão judaizante, trouxe alguns resultados para a igreja cristã. O primeiro deles foi o conforto, pois todos “sobremaneira se alegraram, pelo conforto recebido” (At. 15.31). O fardo pesado imposto sobre os falsos mestres judaizantes seria a partir de então aliviado pelo jugo suave do evangelho de Cristo (Mt. 11.28,29). Além disso, Judas e Silas, ao contrário dos legalistas, “consolaram os irmãos com muitos conselhos e os fortaleceram” (At. 15.32). Os cristãos gentios puderam finalmente desfrutar da liberdade cristã, e, ao invés de serem controlados por práticas externas, passaram a desfrutar da lei do amor. A partir do momento que compreendemos o amor de Deus, podemos finalmente amá-lo, mais que isso, obedecê-lo, não porque isso apaziguará a Sua ira, mas porque nos agrada fazer a Sua vontade, essa é a lei que passar a conduzir as atitudes do coração (Jr. 31.33). Essa liberdade, por outro lado, não deva dar margem para a libertinagem, pois, conforme lembrou Paulo aos coríntios: “Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm; todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas edificam. Ninguém busque o proveito próprio; antes cada um o que é de outrem” (I Co. 10.23,24). O cristão precisa agir com bom senso, tendo o amor como fundamento, para perceber quando uma determinada prática pode comprometer o evangelho de Cristo ou quando essa pode ser observada a fim de que outro irmão não seja escandalizado. Em se tratando de alimento, podemos comer tudo, até mesmo a comida que foi sacrificada aos ídolos, contanto que não perguntemos, por questão de consciência, ou, se for caso, para que a fé de um determinado irmão seja abalada (I Co. 10.25).
CONCLUSÃO
As igrejas evangélicas costumam apresentar costumes religiosos, alguns deles não são doutrinários. Contanto que esses não comprometam a doutrina do evangelho de Cristo, ou seja, não sejam impostos como condições para a salvação, nada há de errado em observá-los. Alguns usos e costumes são saudáveis à igreja, mas não podem ser transformados em regras legalistas. Há igrejas pentecostais que demonstram zelo pelos usos e costumes dos pioneiros, outras já não mais os consideram válidos. A regra áurea continua sendo a mesma aplicada aos gentios pelo concílio de Jerusalém: o equilíbrio entre a preservação da doutrina e o respeito aos costumes. Para tanto, é de bom alvitre atentar para a recomendação do Apóstolo dos Gentios, “quer comais quer bebais, ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para glória de Deus” (I Co. 10.31).
BIBLIOGRAFIA
STOTT, J. A mensagem de Atos. São Paulo: Abu, 2008.
WILLIAMS, D. J. Atos. São Paulo: Vida, 1996.
Publicado no blog Subsidio EBD
sexta-feira, 11 de março de 2011
sexta-feira, 4 de março de 2011
LIÇÃO 10 - E B D - 1º TRIMESTRE 2011
LIÇÃO 10 - O EVANGELHO PROPAGA-SE ENTRE OS GENTIOS
INTRODUÇÃO
Embora as Escrituras afirmem que a salvação vem dos judeus (Jo 4.22); não significa dizer que o desejo de Deus era salvar apenas os judeus, pois, conforme a promessa feita a Abraão, nele seriam benditas todas as famílias da terra (Gn 12.3). As Escrituras nos deixam claro que a Igreja de Cristo é composta de judeus e gentios. Tanto os crentes judeus quanto os crentes gentios fazem parte do mesmo Corpo, e tem como Salvador o mesmo Senhor: “…Há um só Deus, e Pai de todos (judeus e gentios), o qual é sobre todos, por todos e em todos… Há um só Corpo e um só Espírito”. ( Ef 4:4-6).
I - A ORIGEM DOS GENTIOS NO ANTIGO TESTAMENTO
A palavra “gentio” vem do hebraico gôyim, do grego ethnê ou hellênes e do latim gentiles - nome que designava todas as nações, exceto a judaica (Is. 49:6; Rm 2:14; 3:29). “Todo aquele nascido fora da comunidade de Israel, e estranho às alianças que o Senhor Deus estabeleceu com o seu povo era considerado um gentio”. A partir da eleição de Abraão e sua descendência (Gn. 12.1-3), às demais nações passaram a chamar-se gôyim, ou seja, gentios (Gn.15.18-21). Israel se tornou consciente de ser uma nação sem paralelo e distinta das demais por haver sido separada por Deus (Êx. 19.6; Dt 26.5). Daí por diante essa dedicação dominou todas as suas relações com as demais nações (Êx. 34.10; Lv. 18.24-25; Dt. 15.6).
II - A MISSÃO E A SALVAÇÃO ENTRE OS GENTIOS NO NOVO TESTAMENTO
2.1- Jesus ordenou que se pregasse o Evangelho a toda criatura. Em Marcos 16:15, Jesus dá uma nova ordem de evangelização: “Ide por todo o mundo, pregai o evangelho A TODA criatura.” Mateus 10:5 “Não ireis pelo caminho dos gentios, nem entrareis em cidade de samaritanos; ANTES, dirijam-se as ovelhas perdidas de Israel.” No texto em apreço Jesus deixa claro que era ANTES e não JAMAIS. Embora Jesus tenha pregado as boas novas primeiramente para os judeus, a mensagem não era tencionada APENAS para Israel.
2.2 - Os discípulos tiveram dificuldades para entender este “Ide” de Jesus. A maioria entendia que o Cristo veio APENAS para os judeus. Podemos citar Felipe, o diácono, conforme registrado em Atos 8:5, que foi pregar aos samaritanos. Os outros pregavam a Palavra APENAS aos judeus, ou convenciam as pessoas a converterem-se ao judaísmo, para depois tornarem-se seguidores de Cristo.
2.3 - Deus não faz acepção de pessoas. Em At. 17.25-28 podemos observar que o Senhor é o criador de tudo quanto existe e não faz acepção de pessoas, e a todos preserva pela sua infinita graça, amor, bondade e justiça (At 10.34-35). Ele ama a TODOS indistintamente e deseja a salvação de TODA a humanidade (Jo. 3.16) através de Jesus (Mt.1.21; At.4.12), pois no Filho Amado de Deus, TODOS somos aceitos sem qualquer distinção!
2.4 - O NT revela o amor de Deus não só pelos judeus, mas, por todos os povos indistintamente. O NT nos declara que Deus amou o mundo inteiro, e não apenas os judeus (Jo.3.16). A salvação veio PELOS judeus, mas, não se restringe a eles, mas sim, ATRAVÉS deles deve alcançar aos gentios. Os gentios são vistos como a grande seara a ser alcançada pelos apóstolos (Mt. 28.18-20). Jesus agraciou alguns gentios como a mulher Cananeia (Mt. 15.21-28) e o centurião (Lc. 7.1-10) demonstrando assim seu amor por eles. Paulo entendeu que os gentios, assim como os judeus, precisavam de salvação. Em Rm 1: 14-15, o apóstolo anunciou: “Sou devedor tanto a gregos como a bárbaros, tanto a sábios como a ignorantes; por isso, quanto está em mim, estou pronto a anunciar o evangelho também a vós outros, em Roma”.
III - PEDRO, O APÓSTOLO DOS JUDEUS PREGA AOS GENTIOS - AT. 10.1-48
3.1 - Três vezes Pedro é reprovado com as palavras: “Não faças tu comum ao que Deus purificou” (At 10.15,16). Esta correção divina enfatiza a graça salvadora de Deus, que se manifestou, trazendo salvação a todos os homens (Tt 2.11). A visão envolve mais que pôr de lado as leis sobre comida e atitudes relacionadas a pureza ritual. Mostra que a distinção judaica entre o puro e o impuro não tem lugar na igreja. Os gentios, purificados pela graça renovadora de Deus, tem de ser incluídos na comunhão do povo de Deus.
3.2 - Abolir as leis dietéticas é o lembrete de Deus da remoção de uma grande barreira que mantinha judeus e gentios separados, e indica que Deus introduziu uma nova ordem na igreja (Ef. 2.11-18). Pedro percebe que foi divinamente chamado para entrar na casa de um gentio a fim de pregar a Palavra do Senhor. Pedro, ao fazer isso, abriu o caminho para a igreja judia receber os gentios na comunhão da comunidade primitiva.
3.3 - A presença de Pedro na casa do gentio Cornélio, reflete um afastamento radical em sua atitude para com os gentios. O Espírito Santo preparou Pedro para pregar o evangelho para os gentios. Em consequência, as velhas barreiras entre judeus e gentios foram se desmoronando.
IV - OS JUDEUS E OS GENTIOS FORMAM A IGREJA PRIMITIVA
O N.T., através dos Evangelhos e dos Atos dos Apóstolos, realça o amor de Deus não somente por Israel, mas por todos os povos. Pedro afirmou: “Deus visitou os gentios, para tomar deles um povo para o seu nome” (At. 15.14). Esse povo é a igreja formada por judeus e gentios em Cristo Jesus (Rm. 9.24-33). De ambos Ele fez um só povo, derribando a barreira de separação que estava no meio, e pela cruz do calvário, Cristo reconciliou ambos com Deus em um só corpo (Ef.2.14-16). Agora os gentios não são mais estranhos a salvação (Ef. 3.4-5) e nem forasteiros, mas agora, estão conciliados como família de Deus (Ef. 2.11-22; 1Pe. 2.5), co-herdeiros e participantes da promessa em Cristo pelo evangelho (Ef. 3.6).
V - MEDIANTE A CRUZ, JUDEUS E GENTIOS FORMAM UM POVO: A IGREJA
O Senhor passou a possuir um terceiro tipo de povo na face da terra: A Igreja (I Co 10.32), que é formada por gentios e judeus, os quais se converteram, crendo em Jesus Cristo e o tendo como seu Senhor e Salvador. Deus não faz acepção de pessoas (At 10.34; Rm 2.11) O Seu desejo é que TODOS sejam salvos, tanto judeus quanto gentios: “E vós, senhores, de igual modo procedei para com eles, deixando as ameaças, sabendo que o Senhor, tanto deles como vosso, está nos céus e que para com ele não há acepção de pessoas” (Ef. 6.9). Ao considerarmos este trecho, veremos a unidade que existe entre os judeus e os gentios no Corpo de Cristo.
•Pedro ensina que a salvação é para todos. Deus não julga as pessoas com base em fatores como nacionalidade ou raça, mas em caráter: “É agradável a Deus aquele que, em qualquer nação, o teme e faz o que é justo” (At 10.35). Pedro ensina que a salvação só é possível pela fé no evangelho de Jesus Cristo. Esse evangelho é oferecido a todos sem restrições, contanto que eles estejam dispostos a se arrependerem de seus pecados e confessarem a Cristo como salvador (Mt 28.19,20; Mc 16.15,16; Rm 10.13-17).
•Pedro pregou para os gentios (At 10). “Ora, Deus que conhece os corações, lhes deu testemunho, concedendo o Espírito Santo a eles, como também a nós nos concedera.” (At 15.8). Os mesmos milagres que aconteceram no Pentecostes, se repetiram na casa de Cornélio, para que Pedro não duvidasse que a promessa da salvação também estava destinada aos gentios, pois eles também receberam o Espírito Santo, do mesmo modo que os judeus haviam recebido em Jerusalém (At 10.45-48).
•A decisão da igreja em aceitar os gentios (At.15): Em (At 15.14-17), a Palavra de Deus nos diz: “Simão relatou como primeiramente Deus visitou os gentios, para tomar deles um povo para o seu nome… Para que o restante dos homens busque ao Senhor, E todos os gentios, sobre os quais o meu nome é invocado, Diz o Senhor, que faz todas estas coisas…” . E, em (At. 11.18), o apóstolo Pedro diz: “… Na verdade até aos gentios deu Deus o arrependimento para a vida”.
CONCLUSÃO
Podemos afirmar, então, que todos os que crêem em Jesus, quer judeus, quer gentios, terão os pecados perdoados. O batismo com o Espírito Santo na conversão dos gentios indica que os gentios são tão aceitáveis a Deus como os crentes judeus. Cornélio e sua casa “receberam” o Espírito Santo assim como no dia de Pentecostes indicando claramente a concomitante resposta das orações. A visão em Jope convenceu o apóstolo Pedro de que Deus não faz acepção de pessoas! Deus não faz diferença entre crentes judeus e gentios. Todos são iguais pela fé em Cristo. Amém!
REFERÊNCIAS
ARRINGTON, French L, STRONSTAD, Roger. Comentário Bíblico Pentecostal do N.T. R.J. 4ª Ed: CPAD, 2006.
DAVIS, John. Novo Dicionário da Bíblia: Ampliado e Atualizado. São Paulo: HAGNOS, 2005.
DOUGLAS, J. D. O Novo Dicionário da Bíblia. São Paulo. 2ª Ed. 9ª Reimpressão: VIDA NOVA, 1995.
RICHARDS, Lawrence O. Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento. 1ª Ed. RJ: CPAD, 2007.
STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal. Rio de Janeiro. 4ª Impressão: CPAD, 1997.
ZUCK, Roy. B. Teologia do Novo Testamento. 1ª Ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2008.
Publicado no site da Rede Brasil de Comunicação
INTRODUÇÃO
Embora as Escrituras afirmem que a salvação vem dos judeus (Jo 4.22); não significa dizer que o desejo de Deus era salvar apenas os judeus, pois, conforme a promessa feita a Abraão, nele seriam benditas todas as famílias da terra (Gn 12.3). As Escrituras nos deixam claro que a Igreja de Cristo é composta de judeus e gentios. Tanto os crentes judeus quanto os crentes gentios fazem parte do mesmo Corpo, e tem como Salvador o mesmo Senhor: “…Há um só Deus, e Pai de todos (judeus e gentios), o qual é sobre todos, por todos e em todos… Há um só Corpo e um só Espírito”. ( Ef 4:4-6).
I - A ORIGEM DOS GENTIOS NO ANTIGO TESTAMENTO
A palavra “gentio” vem do hebraico gôyim, do grego ethnê ou hellênes e do latim gentiles - nome que designava todas as nações, exceto a judaica (Is. 49:6; Rm 2:14; 3:29). “Todo aquele nascido fora da comunidade de Israel, e estranho às alianças que o Senhor Deus estabeleceu com o seu povo era considerado um gentio”. A partir da eleição de Abraão e sua descendência (Gn. 12.1-3), às demais nações passaram a chamar-se gôyim, ou seja, gentios (Gn.15.18-21). Israel se tornou consciente de ser uma nação sem paralelo e distinta das demais por haver sido separada por Deus (Êx. 19.6; Dt 26.5). Daí por diante essa dedicação dominou todas as suas relações com as demais nações (Êx. 34.10; Lv. 18.24-25; Dt. 15.6).
II - A MISSÃO E A SALVAÇÃO ENTRE OS GENTIOS NO NOVO TESTAMENTO
2.1- Jesus ordenou que se pregasse o Evangelho a toda criatura. Em Marcos 16:15, Jesus dá uma nova ordem de evangelização: “Ide por todo o mundo, pregai o evangelho A TODA criatura.” Mateus 10:5 “Não ireis pelo caminho dos gentios, nem entrareis em cidade de samaritanos; ANTES, dirijam-se as ovelhas perdidas de Israel.” No texto em apreço Jesus deixa claro que era ANTES e não JAMAIS. Embora Jesus tenha pregado as boas novas primeiramente para os judeus, a mensagem não era tencionada APENAS para Israel.
2.2 - Os discípulos tiveram dificuldades para entender este “Ide” de Jesus. A maioria entendia que o Cristo veio APENAS para os judeus. Podemos citar Felipe, o diácono, conforme registrado em Atos 8:5, que foi pregar aos samaritanos. Os outros pregavam a Palavra APENAS aos judeus, ou convenciam as pessoas a converterem-se ao judaísmo, para depois tornarem-se seguidores de Cristo.
2.3 - Deus não faz acepção de pessoas. Em At. 17.25-28 podemos observar que o Senhor é o criador de tudo quanto existe e não faz acepção de pessoas, e a todos preserva pela sua infinita graça, amor, bondade e justiça (At 10.34-35). Ele ama a TODOS indistintamente e deseja a salvação de TODA a humanidade (Jo. 3.16) através de Jesus (Mt.1.21; At.4.12), pois no Filho Amado de Deus, TODOS somos aceitos sem qualquer distinção!
2.4 - O NT revela o amor de Deus não só pelos judeus, mas, por todos os povos indistintamente. O NT nos declara que Deus amou o mundo inteiro, e não apenas os judeus (Jo.3.16). A salvação veio PELOS judeus, mas, não se restringe a eles, mas sim, ATRAVÉS deles deve alcançar aos gentios. Os gentios são vistos como a grande seara a ser alcançada pelos apóstolos (Mt. 28.18-20). Jesus agraciou alguns gentios como a mulher Cananeia (Mt. 15.21-28) e o centurião (Lc. 7.1-10) demonstrando assim seu amor por eles. Paulo entendeu que os gentios, assim como os judeus, precisavam de salvação. Em Rm 1: 14-15, o apóstolo anunciou: “Sou devedor tanto a gregos como a bárbaros, tanto a sábios como a ignorantes; por isso, quanto está em mim, estou pronto a anunciar o evangelho também a vós outros, em Roma”.
III - PEDRO, O APÓSTOLO DOS JUDEUS PREGA AOS GENTIOS - AT. 10.1-48
3.1 - Três vezes Pedro é reprovado com as palavras: “Não faças tu comum ao que Deus purificou” (At 10.15,16). Esta correção divina enfatiza a graça salvadora de Deus, que se manifestou, trazendo salvação a todos os homens (Tt 2.11). A visão envolve mais que pôr de lado as leis sobre comida e atitudes relacionadas a pureza ritual. Mostra que a distinção judaica entre o puro e o impuro não tem lugar na igreja. Os gentios, purificados pela graça renovadora de Deus, tem de ser incluídos na comunhão do povo de Deus.
3.2 - Abolir as leis dietéticas é o lembrete de Deus da remoção de uma grande barreira que mantinha judeus e gentios separados, e indica que Deus introduziu uma nova ordem na igreja (Ef. 2.11-18). Pedro percebe que foi divinamente chamado para entrar na casa de um gentio a fim de pregar a Palavra do Senhor. Pedro, ao fazer isso, abriu o caminho para a igreja judia receber os gentios na comunhão da comunidade primitiva.
3.3 - A presença de Pedro na casa do gentio Cornélio, reflete um afastamento radical em sua atitude para com os gentios. O Espírito Santo preparou Pedro para pregar o evangelho para os gentios. Em consequência, as velhas barreiras entre judeus e gentios foram se desmoronando.
IV - OS JUDEUS E OS GENTIOS FORMAM A IGREJA PRIMITIVA
O N.T., através dos Evangelhos e dos Atos dos Apóstolos, realça o amor de Deus não somente por Israel, mas por todos os povos. Pedro afirmou: “Deus visitou os gentios, para tomar deles um povo para o seu nome” (At. 15.14). Esse povo é a igreja formada por judeus e gentios em Cristo Jesus (Rm. 9.24-33). De ambos Ele fez um só povo, derribando a barreira de separação que estava no meio, e pela cruz do calvário, Cristo reconciliou ambos com Deus em um só corpo (Ef.2.14-16). Agora os gentios não são mais estranhos a salvação (Ef. 3.4-5) e nem forasteiros, mas agora, estão conciliados como família de Deus (Ef. 2.11-22; 1Pe. 2.5), co-herdeiros e participantes da promessa em Cristo pelo evangelho (Ef. 3.6).
V - MEDIANTE A CRUZ, JUDEUS E GENTIOS FORMAM UM POVO: A IGREJA
O Senhor passou a possuir um terceiro tipo de povo na face da terra: A Igreja (I Co 10.32), que é formada por gentios e judeus, os quais se converteram, crendo em Jesus Cristo e o tendo como seu Senhor e Salvador. Deus não faz acepção de pessoas (At 10.34; Rm 2.11) O Seu desejo é que TODOS sejam salvos, tanto judeus quanto gentios: “E vós, senhores, de igual modo procedei para com eles, deixando as ameaças, sabendo que o Senhor, tanto deles como vosso, está nos céus e que para com ele não há acepção de pessoas” (Ef. 6.9). Ao considerarmos este trecho, veremos a unidade que existe entre os judeus e os gentios no Corpo de Cristo.
•Pedro ensina que a salvação é para todos. Deus não julga as pessoas com base em fatores como nacionalidade ou raça, mas em caráter: “É agradável a Deus aquele que, em qualquer nação, o teme e faz o que é justo” (At 10.35). Pedro ensina que a salvação só é possível pela fé no evangelho de Jesus Cristo. Esse evangelho é oferecido a todos sem restrições, contanto que eles estejam dispostos a se arrependerem de seus pecados e confessarem a Cristo como salvador (Mt 28.19,20; Mc 16.15,16; Rm 10.13-17).
•Pedro pregou para os gentios (At 10). “Ora, Deus que conhece os corações, lhes deu testemunho, concedendo o Espírito Santo a eles, como também a nós nos concedera.” (At 15.8). Os mesmos milagres que aconteceram no Pentecostes, se repetiram na casa de Cornélio, para que Pedro não duvidasse que a promessa da salvação também estava destinada aos gentios, pois eles também receberam o Espírito Santo, do mesmo modo que os judeus haviam recebido em Jerusalém (At 10.45-48).
•A decisão da igreja em aceitar os gentios (At.15): Em (At 15.14-17), a Palavra de Deus nos diz: “Simão relatou como primeiramente Deus visitou os gentios, para tomar deles um povo para o seu nome… Para que o restante dos homens busque ao Senhor, E todos os gentios, sobre os quais o meu nome é invocado, Diz o Senhor, que faz todas estas coisas…” . E, em (At. 11.18), o apóstolo Pedro diz: “… Na verdade até aos gentios deu Deus o arrependimento para a vida”.
CONCLUSÃO
Podemos afirmar, então, que todos os que crêem em Jesus, quer judeus, quer gentios, terão os pecados perdoados. O batismo com o Espírito Santo na conversão dos gentios indica que os gentios são tão aceitáveis a Deus como os crentes judeus. Cornélio e sua casa “receberam” o Espírito Santo assim como no dia de Pentecostes indicando claramente a concomitante resposta das orações. A visão em Jope convenceu o apóstolo Pedro de que Deus não faz acepção de pessoas! Deus não faz diferença entre crentes judeus e gentios. Todos são iguais pela fé em Cristo. Amém!
REFERÊNCIAS
ARRINGTON, French L, STRONSTAD, Roger. Comentário Bíblico Pentecostal do N.T. R.J. 4ª Ed: CPAD, 2006.
DAVIS, John. Novo Dicionário da Bíblia: Ampliado e Atualizado. São Paulo: HAGNOS, 2005.
DOUGLAS, J. D. O Novo Dicionário da Bíblia. São Paulo. 2ª Ed. 9ª Reimpressão: VIDA NOVA, 1995.
RICHARDS, Lawrence O. Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento. 1ª Ed. RJ: CPAD, 2007.
STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal. Rio de Janeiro. 4ª Impressão: CPAD, 1997.
ZUCK, Roy. B. Teologia do Novo Testamento. 1ª Ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2008.
Publicado no site da Rede Brasil de Comunicação
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
LIÇÕES BÍBLICAS 2º SEMESTRE 2011
Lição Bíblica da CPAD - 2º Trimestre/2011 terá como tema geral "Movimento Pentecostal: As doutrinas da nossa fé". O comentarista será o pastor Elienai Cabral.
Segue abaixo os temas semanais:
1. Quem é o Espírito Santo?
2. Nomes e símbolos do Espírito Santo
3. O que é o Batismo com o Espírito Santo
4. Espírito Santo agente capacitador da obra de Deus
5. A importância dos dons espirituais
6. Dons espirituais que manifetam a sabedoria de Deus
7. Os dons de poder
8. O genuíno culto pentecostal
9. A pureza do movimento pentecostal
10. Assembleia de Deus, cem anos de Pentecoste
11. Uma igreja autenticamente Pentecostal
12. Conservando a pureza da Doutrina Pentecostal
13. Aviva ó Senhor a tua obra
Fonte: Blog do Pr. Altair Germano
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
COMENTÁRIO LIÇÃO 09 - EBD 2011
A CONVERSÃO DE PAULO
TEXTO ÁUREO – At 9:15-16
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: At 9:1-9
O capítulo 9 do livro de Atos dos Apóstolos é sem dúvida "um divisor de águas" na estrutura literária desse livro do Novo Testamento. Pois, é notório o fato que até o capítulo 10 de Atos a ênfase maior é dada ao ministério do apóstolo Pedro, porém, a partir daí Lucas vai dedicar seu registro aos fatos relacionados a obra realizada pelo apóstolo Paulo. A conversão de Paulo está entre os principais e mais importantes fatos que constituem a história de toda igreja cristã. A experiência de Paulo antes da conversão nos mostra como a religiosidade sem conhecimento pode ser extremamente destrutiva, constituindo-se numa forte oposição a obra de Deus. Por lado observamos o intento de Deus em proporcionar uma oportunidade para que pessoas, que como Paulo, apesar de estarem lutando contra a verdade, pensam estar a serviço de Deus. Conhecendo Deus o zelo e a sinceridade de Paulo para com a religião e que o mesmo não agia apenas movido pela arrogância humana, mas com o propósito de agradar ao próprio Deus. O Senhor escolheu Paulo para ser o maior missionário da igreja primitiva, como também o maior teólogo dessa igreja, depois de Jesus, é óbvio. A chamada desse apóstolo nos proporciona um dos mais belos momentos do Novo Testamento, no qual o próprio Jesus aparece para Paulo em visão e fala diretamente com ele.
ATOS A CONVERSÃO DE SAULO (Paulo) (At 9.1-9)
"Saulo, porém, respirando ainda ameaças e mortes contra os discípulos do Senhor, dirigiu-se ao sumo sacerdote, e pediu-lhe cartas para Damasco, para as sinagogas, a fim de que, caso encontrasse alguns do Caminho, quer homens quer mulheres, os conduzisse presos a Jerusalém. Mas seguindo ele viagem e aproximando-se de Damasco, subitamente o cercou um resplendor de luz do céu; e caindo por terra, ouviu uma voz que lhe dizia: Saulo, Saulo, por que me persegues? Ele perguntou: Quem és Senhor? Respondeu o Senhor: Eu sou Jesus, a quem tu persegues; mas levanta-te e entra na cidade, e lá será dito o que há de fazer. Os homens que viajavam com ele ficaram emudecidos, ouvindo na verdade, a voz, mas não vendo ninguém. Saulo levantou-se da terra e, abrindo os olhos, não via coisa alguma; e, guiando-o pela mão, conduziram-no a Damasco. E esteve três dias sem ver, e não comeu nem bebeu."
O termo "respirando" significa literalmente, aspirando. É um particípio grego (empneon), deixando claro que a perseguição empreendida por Paulo se caracterizava num ato contínuo. Damasco ficava a acerca de 225 quilômetros ao nordeste de Jerusalém, mas, mas naqueles dias, por estrada, o percurso chegaria provavelmente a 320 Km. Próximo ao fim da viagem, de repente Saulo foi cercado por um resplendor de luz do céu. Como Atos 26.13 mostra, a luz cercou-o continuando a brilhar com fulgor mais intenso que o sol do meio-dia. Saulo que provavelmente, estava andando, caiu ao chão, abatido. Então ele ouviu uma voz: "Saulo, Saulo, por que me persegues? Lucas, ao referir-se a Saulo, usa sempre a forma grega de seu nome (como o vers. 1, "Saulos"). Jesus usa a forma hebraica (Saoul), que o livro de Atos tem o cuidado de preservar aqui. Saulo, depois confirma que Jesus estava falando em hebraico (Atos 26.14). Saulo conhecia muito bem a Bíblia hebraica e reconheceu que manifestação devia ser divina. Mas a pergunta o confundia. Quem estava perseguindo além dos cristãos? Por isso perguntou: Quem és tu, Senhor? Alguns acham que isso quer dizer. "Quem é o Senhor?" usando a palavra senhor meramente como um termo de tratamento respeitoso. Mas em resposta a esta manifestação obviamente sobrenatural, a palavra não pode significar senão Senhor divino. A resposta veio imediata: "Eu (enfático) sou Jesus, a quem tu (enfático) persegues (continua perseguindo)." Perseguindo a Igreja, Saulo perseguia o Corpo de Cristo cujos membros individuais estão em Cristo. (Mt 25.40,45;Ef 1.23; 2.6). Então Jesus acrescentou: "Dura coisa te é recalcitar contra os aguilhões. Por esse resposta Jesus reconhecia que o motivo principal da perseguição de Paulo contra os cristãos estava em não ter ele resposta adequada para os seus argumentos. Era uma reação por meio da qual ele tentava resistir à convicção do Espírito Santo. Como um homem tangendo um boi, o Espírito Santo tinha estado levando Saulo para a verdade do evangelho, mas ele estava resistindo violentamente, escoiceando contra os aguilhões, a propagação do evangelho e a resposta dos crentes eram aguilhoes; os milagres que confirmavam a palavra eram todos aguilhões. Em tudo isso estava ele ferindo-se perigosamente. Isso não significa que Saulo estava consciente de que esses fatos eram aguilhões ou mesmo que ele percebesse não possuir bons argumentos contra os crentes. Ele estava só dominado pelo furor que não conseguia pensar senão em alguma coisa que pudesse detê-los. Mas agora que se via enfrentado por esse fato e por Cristo, não apenas como o homem Jesus mas como divino Senhor, ele simplesmente respondeu "Senhor, que farei?" Isto mostra uma completa mudança na atitude de Saulo, o que constitui evidência de genuíno arrependimento de sua parte.
SAULO RECEBE INSTRUÇÕES PÓS-CONVERSÃO
O Senhor então lhe disse que se levantasse e entrasse na cidade de Damasco. Ali lhe seria dito tudo o que deveria fazer. Jesus, na realidade, disse mais coisas a Saulo na ocasião, mas Lucas não registra a fim de deixar o restante para Saulo dizer em sua defesa diante de Agripa (At 26.16-18). Em Gálatas 1.1, 11, 12, 16, Saulo também deixa claro que foi comissionado diretamente por Jesus, não por algum homem. Em outras palavras, ele era um apóstolo genuíno ou "enviado", enviado pelo próprio Jesus. Enquanto isso, os homens que viajavam com Saulo emudeceram, ouvindo a voz (o som) mas não vendo ninguém. Como diz Atos 26.14, eles todos caíram ao solo mas tiveram condições de levantar-se antes que Saulo o fizesse. Saulo, ao que parece, fechou os olhos por causa do contínuo resplendor, mas viu Jesus. Então, quando se levantou do chão, nada podia ver. Seus companheiros de viagem o levaram pela mão até Damasco. Ali ficou três dias sem poder ver, e não comeu nem bebeu coisa alguma.
publicado no blog Reflexões Teologicas, pr. Vicente de Paula.
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
COMENTARIO LIÇÃO 08 - E B D - 2011
QUANDO A IGREJA É PERSEGUIDA
INTRODUÇÃO
Estudaremos nesta lição a realidade e as consequências das perseguições que se levantaram contra a Igreja do Senhor, bem como a extensão de tais perseguições até os nossos dias. Como Jesus nos deu o exemplo em tudo (I Pe 2.21), ele foi o primeiro a ser perseguido. Ele preveniu os seus discípulos acerca dos sofrimentos e dificuldades que lhes sobreviriam, mas garantiu que nada prevaleceria contra a sua Igreja ao longo dos séculos (Mt 16.18).
I – OS PRIMÓRDIOS DA PERSEGUIÇÃO DA IGREJA
Podemos afirmar que as perseguições começaram com os ataque às doutrinas e pessoa de Cristo. A Bíblia nos afirma que as autoridades judaicas aborreciam o Mestre: “E os escribas e príncipes dos sacerdotes, tendo ouvido isso, buscavam ocasião para o matar; pois eles o temiam porque toda a multidão estava admirada acerca da sua doutrina” (Mc 11.18). Foram vários os momentos em que escribas e fariseus tentaram descredibilizar ou mesmo destruir o ministério de Cristo. Eles acusavam Jesus de:
- Romper o sábado, pois o Mestre não impunha restrição quanto ao trabalho ou operação de milagres neste dia (Mt 12.1-8);
- Expulsar demônios em nome de Belzebu (Mt 12.23);
- Transgredir a tradição dos anciãos (Mt 15.1-6);
- Blasfêmia, ao fazer-se igual ao Pai (Jo 5.16-18).
Sem contar com inúmeras perguntas capciosas que eram feitas a fim de apanhar o Mestre em alguma contradição (Mt 16.1-12; 21.23-27; Mc 12.13-17; Jo 8.1-11).
Jesus foi perseguido e preveniu os discípulos acerca das perseguições. Já no seu primeiro discurso público, o Senhor exclamou: “bem-aventurados os que sofrem perseguições por causa da justiça, porque deles é o Reino dos céus; bem-aventurados sois vós quando vos injuriarem, e perseguirem, e, mentindo, disserem todo mal contra vós por minha causa”. (Mt 5.10,11). Jesus foi muito transparente ao afirmar que as perseguições são uma realidade na vida de quem abraça o seu evangelho. Isto, porém, é motivo de regozijo, pois a recompensa para quem suporta tais perseguições é o “Reino dos céus”! (Mt 10;16,22; Jo 15:19,20 e At. 1:8).
II – ESTÊVÃO, O PRIMEIRO MÁRTIR
Vemos que a morte de Estêvão, diácono da igreja, cheio de fé e de poder (At 6.8), trouxe inúmeros benefícios espirituais, bem como abriu ocasião para o cumprimento dos propósitos divinos para com sua noiva. Ele foi uma fiel e verdadeira testemunha do santo evangelho de Cristo, pregando-o com ciência e unção, não podendo ser refutado pelos perseguidores (At 6.10). Cumpriram-se nele as palavras de Jesus (Mt 10.16-20). Interessante que as autoridades judaicas subornaram falsas testemunhas para fazer sucumbir a verdadeira testemunha de Cristo: “Então, subornaram uns homens para que dissessem: Ouvimos-lhe proferir palavras blasfemas contra Moisés e contra Deus. Apresentaram falsas testemunhas, que diziam: Este homem não cessa de proferir palavras blasfemas contra este santo lugar e a lei” (At 6.11,13).
Tal acusação, porém, deu-lhe a oportunidade de pregar um dos mais inspirados sermões do Novo Testamento. Estêvão fez uma síntese da História de Israel, demonstrando que todo o testemunho veterotestamentário teve o seu cumprimento pleno em Cristo Jesus, a quem eles rejeitavam. Como não podiam desmenti-lo à luz das Escrituras, com total indiferença mataram o servo de Deus (At 7.55-60). O sangue de Estêvão, entretanto, serviu como uma semente que germinou, tornando-se numa árvore que deu muitos frutos, a saber:
- Dispersão dos cristãos por causa duma grande perseguição (At 8.1). O princípio missionário começara a se cumprir (At 1.8);
- As fronteiras de Jerusalém foram rompidas e o evangelho era anunciado na Judéia e em Samaria (At 8.1,5);
- Posterior conversão de Saulo, que haveria de levar a mensagem do evangelho para os confins da terra e cujos escritos chegariam até nós (At 9.1-6);
- Ministério Apostólico além dos termos de Jerusalém (At 9.32,42; 10.1).
III – A IGREJA DO SENHOR SEMPRE FOI PERSEGUIDA NA HISTÓRIA
3.1. Na Era apostólica – a Igreja era perseguida pelo judaismo (At 4), e pelos romanos (At 8:1).
3.2. Durante o Império Romano – diversas foram as perseguições aos cristãos nestes tempos, fato, aliás, descrito em Ap 2:10 na narrativa da carta a Igreja de Esmirna, que falava da perseguição de “dez dias”, interpretados pelos estudiosos da Bíblia como sendo dez períodos, em que os imperadores romanos massacrariam os cristãos que vai desde Nero à Diocleciano.
3.3. A Era Constantina – a partir de Constantino, as perseguições cessaram, pois o mesmo, aparentemente, tornou-se cristão. A união entre a igreja e o Estado trouxeram sérios prejuízos à ortodoxia neotestamentária.
3.4. Na Idade Média – muitos cristãos autênticos foram perseguidos e mortos. A Inquisição levou muitos à forca, ou à fogueira, diante do papa, com o apoio dos imperadores coroados de Roma.
3.5. Na Idade Moderna – a começar com o Iluminismo, com o avanço das ciências, das letras, das tecnologias, a igreja sofreu outros tipos de perseguição. No último século, foram martirizados mais cristãos do que em todos os séculos anteriores.
3.6. Na Idade Contemporânea – a Igreja convive com duas realidades: a de perseguida nos moldes do primeiro século nos países totalitários como China, Coréia do Norte, etc. E a perseguição velada verificada em países democráticos.
VI – A EXTENSÃO DA PERSEGUIÇÃO
Na maioria dos países do mundo, a Igreja não sofre mais com a fogueira, forca..., entretanto, há outros tipos sutis de perseguição, que de igual modo tenta impedir o avanço da igreja, são elas:
4.1. Perseguição Teológica
4.1.1 - Teologia Liberal - Não crê que a Bíblia é a Palavra de Deus, mas que apenas a contém.(2 Tm 3:16,17; 2 Pd 1:20,21; Jo 17:17; Fl 2:6-9; Jo 1:1-3; Rm 15:4.)
4.1.2 - Teologia Neo-ortodoxa - Defende que a Bíblia torna-se a Palavra de Deus. Deus não se revela em Palavras, mas apenas por sua presença. (2 Tm 3:16,17; 2 Pe 1:20,21; Jo 17:17; Fp 2:6-9; Jo 1:1-3: Rm 15:4.)
4.2. Perseguição Legal
Na esfera institucional têm sido criadas leis e outros métodos para impedir o avanço da igreja, sendo proibida em vários aspectos a liberdade de expressão por parte dos cristãos. Um exemplo claro disso são as leis que estão tramitando no Congresso, como a PL 122 que criminaliza “atos homofóbicos”.
4.3. Perseguição Cultural
A perseguição cultural se caracteriza sobretudo :
4.3.1 - Pela rejeição dos Princípios Cristãos (Rm 1:18-32; Ef 5: 8,15)
4.3.2 - Legalização do Comportamento Imoral (homossexualismo, descriminalização do aborto, etc). (2 Tm 3:1-7; I Cor.6:9-10)
4.3.3 - Demolição dos valores absolutos (Rm 1:18-32; 1 Tm 4: 1-4)
A Perseguição cultural atua nos seguintes campos:
1. Na Música - Há um estímulo ao consumo de drogas, ao amor livre, à prostituição e ao escarnecimento do Cristianismo.
2. Literatura - Obras como: Código Da Vince, Deus, um delírio, Harry Potter e o falso evangelho de Judas, são livros que tentam minar o cristianismo negando a divindade de Jesus e a existência de Deus, buscando destruir o avanço da Igreja de Cristo.
3. Tele dramaturgia - Novelas: Araguaia, Insensato Coração; Filmes: Crepúsculo, Harry Potter, Desenhos animados da Walt Disney, procuram destruir os valores e a doutrina cristã.
4. Cultura Popular - Carnaval, folclore, maracatu, samba, crendices populares, tais como: Saci pê-rê-rê, mula-sem-cabeça, cumadre-fulorzinha, boi-da-cara-prêta, etc.
5. Ciência - Teoria da Evolução, Ateísmo, Racionalismo, Humanismo, etc.
6. Nas Artes - A Subjetividade do conceito de arte contemporânea tem aberto espaço para as mais diversas manifestações religiosas sincréticas, bem como o culto ao corpo.
CONCLUSÃO
A Igreja de Cristo sempre será o sal da terra e a luz do mundo (Mt 5.13,14), a coluna e firmeza da verdade (I Tm 3.15), a contra-cultura (Rm 12.2). Apesar das tempestades e das perseguições, a Igreja, tal qual uma casa edificada sobre a rocha, permanece firme e inabalável (Mt 7.24,25). No que depender de nós, teremos paz com todos homens (Rm 12.18), mas se não for possível, haja o que houver, hastearemos a bandeira ensanguentada do Calvário e exclamaremos tais quais arautos: “Mais importa obedecer a Deus do que aos homens” (At 5.29). Amém!
REFERÊNCIAS
- Bíblia de Estudo Pentecostal – Ed. CPAD.
- Perigos da Pós-Modernidade, Elinaldo Renovato – Ed. CPAD
- Uma História Ilustrada do Cristianismo Vol 1, Justo Gonçales – Ed. Vida.
Publicado por: I E A D - Recife- PE em RBC1.com.br
INTRODUÇÃO
Estudaremos nesta lição a realidade e as consequências das perseguições que se levantaram contra a Igreja do Senhor, bem como a extensão de tais perseguições até os nossos dias. Como Jesus nos deu o exemplo em tudo (I Pe 2.21), ele foi o primeiro a ser perseguido. Ele preveniu os seus discípulos acerca dos sofrimentos e dificuldades que lhes sobreviriam, mas garantiu que nada prevaleceria contra a sua Igreja ao longo dos séculos (Mt 16.18).
I – OS PRIMÓRDIOS DA PERSEGUIÇÃO DA IGREJA
Podemos afirmar que as perseguições começaram com os ataque às doutrinas e pessoa de Cristo. A Bíblia nos afirma que as autoridades judaicas aborreciam o Mestre: “E os escribas e príncipes dos sacerdotes, tendo ouvido isso, buscavam ocasião para o matar; pois eles o temiam porque toda a multidão estava admirada acerca da sua doutrina” (Mc 11.18). Foram vários os momentos em que escribas e fariseus tentaram descredibilizar ou mesmo destruir o ministério de Cristo. Eles acusavam Jesus de:
- Romper o sábado, pois o Mestre não impunha restrição quanto ao trabalho ou operação de milagres neste dia (Mt 12.1-8);
- Expulsar demônios em nome de Belzebu (Mt 12.23);
- Transgredir a tradição dos anciãos (Mt 15.1-6);
- Blasfêmia, ao fazer-se igual ao Pai (Jo 5.16-18).
Sem contar com inúmeras perguntas capciosas que eram feitas a fim de apanhar o Mestre em alguma contradição (Mt 16.1-12; 21.23-27; Mc 12.13-17; Jo 8.1-11).
Jesus foi perseguido e preveniu os discípulos acerca das perseguições. Já no seu primeiro discurso público, o Senhor exclamou: “bem-aventurados os que sofrem perseguições por causa da justiça, porque deles é o Reino dos céus; bem-aventurados sois vós quando vos injuriarem, e perseguirem, e, mentindo, disserem todo mal contra vós por minha causa”. (Mt 5.10,11). Jesus foi muito transparente ao afirmar que as perseguições são uma realidade na vida de quem abraça o seu evangelho. Isto, porém, é motivo de regozijo, pois a recompensa para quem suporta tais perseguições é o “Reino dos céus”! (Mt 10;16,22; Jo 15:19,20 e At. 1:8).
II – ESTÊVÃO, O PRIMEIRO MÁRTIR
Vemos que a morte de Estêvão, diácono da igreja, cheio de fé e de poder (At 6.8), trouxe inúmeros benefícios espirituais, bem como abriu ocasião para o cumprimento dos propósitos divinos para com sua noiva. Ele foi uma fiel e verdadeira testemunha do santo evangelho de Cristo, pregando-o com ciência e unção, não podendo ser refutado pelos perseguidores (At 6.10). Cumpriram-se nele as palavras de Jesus (Mt 10.16-20). Interessante que as autoridades judaicas subornaram falsas testemunhas para fazer sucumbir a verdadeira testemunha de Cristo: “Então, subornaram uns homens para que dissessem: Ouvimos-lhe proferir palavras blasfemas contra Moisés e contra Deus. Apresentaram falsas testemunhas, que diziam: Este homem não cessa de proferir palavras blasfemas contra este santo lugar e a lei” (At 6.11,13).
Tal acusação, porém, deu-lhe a oportunidade de pregar um dos mais inspirados sermões do Novo Testamento. Estêvão fez uma síntese da História de Israel, demonstrando que todo o testemunho veterotestamentário teve o seu cumprimento pleno em Cristo Jesus, a quem eles rejeitavam. Como não podiam desmenti-lo à luz das Escrituras, com total indiferença mataram o servo de Deus (At 7.55-60). O sangue de Estêvão, entretanto, serviu como uma semente que germinou, tornando-se numa árvore que deu muitos frutos, a saber:
- Dispersão dos cristãos por causa duma grande perseguição (At 8.1). O princípio missionário começara a se cumprir (At 1.8);
- As fronteiras de Jerusalém foram rompidas e o evangelho era anunciado na Judéia e em Samaria (At 8.1,5);
- Posterior conversão de Saulo, que haveria de levar a mensagem do evangelho para os confins da terra e cujos escritos chegariam até nós (At 9.1-6);
- Ministério Apostólico além dos termos de Jerusalém (At 9.32,42; 10.1).
III – A IGREJA DO SENHOR SEMPRE FOI PERSEGUIDA NA HISTÓRIA
3.1. Na Era apostólica – a Igreja era perseguida pelo judaismo (At 4), e pelos romanos (At 8:1).
3.2. Durante o Império Romano – diversas foram as perseguições aos cristãos nestes tempos, fato, aliás, descrito em Ap 2:10 na narrativa da carta a Igreja de Esmirna, que falava da perseguição de “dez dias”, interpretados pelos estudiosos da Bíblia como sendo dez períodos, em que os imperadores romanos massacrariam os cristãos que vai desde Nero à Diocleciano.
3.3. A Era Constantina – a partir de Constantino, as perseguições cessaram, pois o mesmo, aparentemente, tornou-se cristão. A união entre a igreja e o Estado trouxeram sérios prejuízos à ortodoxia neotestamentária.
3.4. Na Idade Média – muitos cristãos autênticos foram perseguidos e mortos. A Inquisição levou muitos à forca, ou à fogueira, diante do papa, com o apoio dos imperadores coroados de Roma.
3.5. Na Idade Moderna – a começar com o Iluminismo, com o avanço das ciências, das letras, das tecnologias, a igreja sofreu outros tipos de perseguição. No último século, foram martirizados mais cristãos do que em todos os séculos anteriores.
3.6. Na Idade Contemporânea – a Igreja convive com duas realidades: a de perseguida nos moldes do primeiro século nos países totalitários como China, Coréia do Norte, etc. E a perseguição velada verificada em países democráticos.
VI – A EXTENSÃO DA PERSEGUIÇÃO
Na maioria dos países do mundo, a Igreja não sofre mais com a fogueira, forca..., entretanto, há outros tipos sutis de perseguição, que de igual modo tenta impedir o avanço da igreja, são elas:
4.1. Perseguição Teológica
4.1.1 - Teologia Liberal - Não crê que a Bíblia é a Palavra de Deus, mas que apenas a contém.(2 Tm 3:16,17; 2 Pd 1:20,21; Jo 17:17; Fl 2:6-9; Jo 1:1-3; Rm 15:4.)
4.1.2 - Teologia Neo-ortodoxa - Defende que a Bíblia torna-se a Palavra de Deus. Deus não se revela em Palavras, mas apenas por sua presença. (2 Tm 3:16,17; 2 Pe 1:20,21; Jo 17:17; Fp 2:6-9; Jo 1:1-3: Rm 15:4.)
4.2. Perseguição Legal
Na esfera institucional têm sido criadas leis e outros métodos para impedir o avanço da igreja, sendo proibida em vários aspectos a liberdade de expressão por parte dos cristãos. Um exemplo claro disso são as leis que estão tramitando no Congresso, como a PL 122 que criminaliza “atos homofóbicos”.
4.3. Perseguição Cultural
A perseguição cultural se caracteriza sobretudo :
4.3.1 - Pela rejeição dos Princípios Cristãos (Rm 1:18-32; Ef 5: 8,15)
4.3.2 - Legalização do Comportamento Imoral (homossexualismo, descriminalização do aborto, etc). (2 Tm 3:1-7; I Cor.6:9-10)
4.3.3 - Demolição dos valores absolutos (Rm 1:18-32; 1 Tm 4: 1-4)
A Perseguição cultural atua nos seguintes campos:
1. Na Música - Há um estímulo ao consumo de drogas, ao amor livre, à prostituição e ao escarnecimento do Cristianismo.
2. Literatura - Obras como: Código Da Vince, Deus, um delírio, Harry Potter e o falso evangelho de Judas, são livros que tentam minar o cristianismo negando a divindade de Jesus e a existência de Deus, buscando destruir o avanço da Igreja de Cristo.
3. Tele dramaturgia - Novelas: Araguaia, Insensato Coração; Filmes: Crepúsculo, Harry Potter, Desenhos animados da Walt Disney, procuram destruir os valores e a doutrina cristã.
4. Cultura Popular - Carnaval, folclore, maracatu, samba, crendices populares, tais como: Saci pê-rê-rê, mula-sem-cabeça, cumadre-fulorzinha, boi-da-cara-prêta, etc.
5. Ciência - Teoria da Evolução, Ateísmo, Racionalismo, Humanismo, etc.
6. Nas Artes - A Subjetividade do conceito de arte contemporânea tem aberto espaço para as mais diversas manifestações religiosas sincréticas, bem como o culto ao corpo.
CONCLUSÃO
A Igreja de Cristo sempre será o sal da terra e a luz do mundo (Mt 5.13,14), a coluna e firmeza da verdade (I Tm 3.15), a contra-cultura (Rm 12.2). Apesar das tempestades e das perseguições, a Igreja, tal qual uma casa edificada sobre a rocha, permanece firme e inabalável (Mt 7.24,25). No que depender de nós, teremos paz com todos homens (Rm 12.18), mas se não for possível, haja o que houver, hastearemos a bandeira ensanguentada do Calvário e exclamaremos tais quais arautos: “Mais importa obedecer a Deus do que aos homens” (At 5.29). Amém!
REFERÊNCIAS
- Bíblia de Estudo Pentecostal – Ed. CPAD.
- Perigos da Pós-Modernidade, Elinaldo Renovato – Ed. CPAD
- Uma História Ilustrada do Cristianismo Vol 1, Justo Gonçales – Ed. Vida.
Publicado por: I E A D - Recife- PE em RBC1.com.br
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
COMENTARIOS DA LIÇÃO 07 - E B D - 2011
ASSISTÊNCIA SOCIAL, UM IMPORTANTE NEGÓCIO.
Texto Bíblico: Atos 6.1-7
Texto Áureo: At 4.35
Este é um tema no qual preciso confessar que tenho uma posição bastante crítica no que diz respeito a ação social da igreja evangélica em nosso pais, pois temos igrejas nesta nação que esbanjam o seu potencial econômico construindo templos suntuosos, comprando emissoras de rádio e televisão, fazendo campanhas de marketing caríssimas, pagando salários aos seus ministros, considerados altos para a realidade salarial do país, e outros investimentos de natureza semelhante. Todavia percebemos pouco interesse em se investir em obras sociais. Conheço igrejas com mais de 100 mil membros (pentecostal) que para tentar justificar um trabalho social tem umas duas escolinhas funcionando precariamente, um projetinho de ajuda a uma comunidade carente, um precário abrigo de velhos e outras coisas desse nível para constar nos relatórios sociais ou para serem usados como pretextos na hora de levantar ofertas. Lamento, mais no meu Estado as grandes igrejas evangélicas têm uma grande dívida para com a sociedade, pois, a obra social que muitos dizem fazer, não atende nem aos domésticos da fé. Muitas lideranças de igrejas têm espiritualizado a mensagem bíblica, e assim passaram ver as pessoas como se elas fossem constituídas apenas de alma e espírito, e o corpo não tivesse muita importância, agindo como se a função dos líderes eclesiásticos fosse apenas cuidar da parte espiritual. Essa atitude tem se constituído num grande equívoco, pois a palavra de Deus nunca faz essa distinção na constituição do ser humano. Deus olha para o homem na sua totalidade e trata com ele atentando para todas as necessidades desse ser que é corpo, alma e espírito. Quando Jesus disse que “nem só de viveria o homem”, Ele não quis dizer que o homem não precisa de pão, porém, que da forma que o pão material era fundamental para sua existência, assim também a Palavra do Senhor não poderia jamais faltar-lhe. Segundo o apóstolo Tiago, se alguém visitar um necessitado, orar por ele e ir embora sem praticar uma assistência social, procurando suprir as necessidades de tal irmão, esse ato religioso não tem nenhum valor diante de Deus, pois a devoção religiosa sem as obras é contrária a fé cristã.
A RESPONSABILIDADE PARA COM AS OUTRAS PESSOAS
As Escrituras expressam de formas múltiplas e objetivas que todos somos responsáveis uns pelos outros, fugir a essa responsabilidade é negligenciar numa tarefa que foi entregue a cada homem pelo próprio Deus. Vejamos o que aconteceu com Caim. Após ter assassinado o seu irmão, Caim ouviu a voz de Deus: “Caim onde está o teu irmão”, porém ele respondeu “Acaso sou eu guardador do meu irmão”. Essa resposta demonstra o descaso de Caim para com a responsabilidade que Deus lhe entregara, a qual era cuidar do seu irmão. Infelizmente tem muita gente em muitas igrejas que estão morrendo por falta de cuidado, e alguns estão até mesmo sendo mortos por causa da inveja, do egoísmo e da avareza de outros. Todavia, a Palavra do Senhor continua cobrando daqueles que têm negligenciado no que diz respeito ao cuidado com o semelhante, o Senhor continua nos perguntando “onde está o teu irmão?”, o que você fez para ele, e o que você fez com ele ?. Tenhamos muito cuidado, porque a Bíblia nos diz que: “aquele que sabe fazer o bem e não o faz peca”. Não confundamos fé bíblica com religiosidade, os fariseus eram as pessoas mais religiosas da época de Jesus, porém, eles não praticavam a fé bíblica, porque sobre estas pessoas, Jesus fez a seguinte afirmação: “vocês me honram com os lábios, mas seu corações estão longe de mim”. O amor cristão é altruísta, e se caracteriza por uma constante preocupação com o bem estar do nosso semelhante. A presença do amor de Cristo em nossos corações nos conscientiza da grande responsabilidade que temos de nos empenharmos em promovermos o bem para beneficiarmos as pessoas de uma forma geral.
A responsabilidade não é meramente proteger vidas inocentes; também inclui fazer o bem positivo em prol dos outros. Segundo Jesus e o ensino do Antigo Testamento devemos ser responsáveis para amar o nosso próximo como a nós mesmos. Jesus disse que o amor é a essência da lei moral (Mt 22.39). Até mesmo disse que a totalidade da moralidade do Antigo Testamento podia se reduzida à Regra Áurea (Mt 7.12). Exemplos específicos daquilo que significa amar aos outros não faltam nem na vida nem nos ensinos de Cristo. As Epístolas do N. T. abundam de exortações para os cristãos cuidarem uns dos outros e dos de fora. Paulo escreveu: “Não tenha cada um em vista o que é propriamente seu, senão também cada qual o que é dos outros” (Fp 2.4). Outra vez: “Levai as cargas uns dos outros, e assim cumprireis a lei de Cristo” (Gl 6.2, 10). A primeira Epístola de João é muita explícita no que diz respeito `a responsabilidade do cristão no sentido de amar aos outros. (3.17, 18), como também a de Tiago (1.27). Em síntese, o homem é moralmente responsável pelos demais homens. Ele é o guardião do seu irmão.
A RESPONSABILIDADE PARA COM OS IRMÃOS NA FÉ
Paulo conclamou aos gálatas: Por isso, enquanto tivermos oportunidade, façamos o bem a todos, mas principalmente aos da família da fé” (6.10). O próprio Paulo estava muito ativo em levantar uma oferta para os santos pobres em Jerusalém (Rm 15.26).João, semelhantemente ressaltou a providência para as necessidades dos irmãos, e escreveu: “ora, aquele que possuir recursos deste mundo e vir seu irmão padecer necessidade e fechar-lhe o seu coração, como pode permanecer nele o amor de Deus ( I Jo 3.17). Tiago é igualmente firme na ênfase sobre a providência para os irmãos: “Se um irmão ou irmã estiverem carecidos de roupa, e necessitados do alimento cotidiano, e qualquer dentre vós lhes disser: “ide em paz, aquecei-vos, e fartai-vos”, sem contudo, lhe dardes o necessário para o corpo, qual é o proveito disso?” (Tg 2.15,16). A responsabilidade social do cristão, quanto ao amor além da sua própria família, começa com a família de Deus. Esta verdade também é subentendida no cuidado da igreja primitiva com suas próprias viúvas (At 6.1; I Tm 5.9ss). A responsabilidade social do cristão começa com a sua própria pessoa, continua com a sua família, depois com os irmãos na fé e se estende para com todas as pessoas. Como filhos de Deus somos encarregados de praticarmos o bem para com todas as pessoas sem jamais excluir qualquer pessoa.
A RESPONSABILIDADE SOCIAL PARA COM OS POBRES
A igreja tem a obrigação de cuidar dos pobres e não explorá-los como muitos têm feito. A primeira igreja em Jerusalém pediu a Paulo “que nos lembrássemos dos pobres,” disse ele, “o que também me esforcei por fazer” (Gl 2.10). Em cumprimento desta incumbência, Paulo escreveu: “Por que aprouve à Macedônia e a Acaia levantar uma coleta em benefício dos pobres dentre os santos que vivem em Jerusalém” (Rm 15.26). Até antes deste tempo, quando havia fome em Jerusalém, “Os discípulos, cada um conforme as suas posses, resolveram enviar socorro aos irmãos que moravam na Judéia” (At 11.29). Tudo isso era furto da responsabilidade social que predominava naquelas comunidades cristãs do primeiro século. A Antigo Testamento abunda em exortações acerca dos pobres. A lei de Moisés ordenava que os cantos e as espigas dos campos fossem deixados para os pobres e estrangeiros (Lv 19.9). Era ordenado, ainda mais: “Se teu irmão empobrecer, e as suas forças decaírem, então sustentá-lo-ás” (Lv 25.35; Dt 15.15). Uma benção especial é prometida aos que dão aos pobres: “Quem se compadece do pobre ao Senhor empresta, e este lhe paga o seu benefício” (Pv 19.17). Outra vez: “Bem-aventurado o que acode ao necessitado” (Sl 41.1). Os profetas eram campeões dos pobres, Isaías escreveu: “Aí dos que decretam leis injustas, dos que escrevem leis de opressão, para negarem justiça aos pobres, para arrebatarem o direito aos aflitos do meu povo...” (10.1-2).
Postado Por REFLEXÕES TEOLÓGICAS, Pr. Vicente de Paula
Texto Bíblico: Atos 6.1-7
Texto Áureo: At 4.35
Este é um tema no qual preciso confessar que tenho uma posição bastante crítica no que diz respeito a ação social da igreja evangélica em nosso pais, pois temos igrejas nesta nação que esbanjam o seu potencial econômico construindo templos suntuosos, comprando emissoras de rádio e televisão, fazendo campanhas de marketing caríssimas, pagando salários aos seus ministros, considerados altos para a realidade salarial do país, e outros investimentos de natureza semelhante. Todavia percebemos pouco interesse em se investir em obras sociais. Conheço igrejas com mais de 100 mil membros (pentecostal) que para tentar justificar um trabalho social tem umas duas escolinhas funcionando precariamente, um projetinho de ajuda a uma comunidade carente, um precário abrigo de velhos e outras coisas desse nível para constar nos relatórios sociais ou para serem usados como pretextos na hora de levantar ofertas. Lamento, mais no meu Estado as grandes igrejas evangélicas têm uma grande dívida para com a sociedade, pois, a obra social que muitos dizem fazer, não atende nem aos domésticos da fé. Muitas lideranças de igrejas têm espiritualizado a mensagem bíblica, e assim passaram ver as pessoas como se elas fossem constituídas apenas de alma e espírito, e o corpo não tivesse muita importância, agindo como se a função dos líderes eclesiásticos fosse apenas cuidar da parte espiritual. Essa atitude tem se constituído num grande equívoco, pois a palavra de Deus nunca faz essa distinção na constituição do ser humano. Deus olha para o homem na sua totalidade e trata com ele atentando para todas as necessidades desse ser que é corpo, alma e espírito. Quando Jesus disse que “nem só de viveria o homem”, Ele não quis dizer que o homem não precisa de pão, porém, que da forma que o pão material era fundamental para sua existência, assim também a Palavra do Senhor não poderia jamais faltar-lhe. Segundo o apóstolo Tiago, se alguém visitar um necessitado, orar por ele e ir embora sem praticar uma assistência social, procurando suprir as necessidades de tal irmão, esse ato religioso não tem nenhum valor diante de Deus, pois a devoção religiosa sem as obras é contrária a fé cristã.
A RESPONSABILIDADE PARA COM AS OUTRAS PESSOAS
As Escrituras expressam de formas múltiplas e objetivas que todos somos responsáveis uns pelos outros, fugir a essa responsabilidade é negligenciar numa tarefa que foi entregue a cada homem pelo próprio Deus. Vejamos o que aconteceu com Caim. Após ter assassinado o seu irmão, Caim ouviu a voz de Deus: “Caim onde está o teu irmão”, porém ele respondeu “Acaso sou eu guardador do meu irmão”. Essa resposta demonstra o descaso de Caim para com a responsabilidade que Deus lhe entregara, a qual era cuidar do seu irmão. Infelizmente tem muita gente em muitas igrejas que estão morrendo por falta de cuidado, e alguns estão até mesmo sendo mortos por causa da inveja, do egoísmo e da avareza de outros. Todavia, a Palavra do Senhor continua cobrando daqueles que têm negligenciado no que diz respeito ao cuidado com o semelhante, o Senhor continua nos perguntando “onde está o teu irmão?”, o que você fez para ele, e o que você fez com ele ?. Tenhamos muito cuidado, porque a Bíblia nos diz que: “aquele que sabe fazer o bem e não o faz peca”. Não confundamos fé bíblica com religiosidade, os fariseus eram as pessoas mais religiosas da época de Jesus, porém, eles não praticavam a fé bíblica, porque sobre estas pessoas, Jesus fez a seguinte afirmação: “vocês me honram com os lábios, mas seu corações estão longe de mim”. O amor cristão é altruísta, e se caracteriza por uma constante preocupação com o bem estar do nosso semelhante. A presença do amor de Cristo em nossos corações nos conscientiza da grande responsabilidade que temos de nos empenharmos em promovermos o bem para beneficiarmos as pessoas de uma forma geral.
A responsabilidade não é meramente proteger vidas inocentes; também inclui fazer o bem positivo em prol dos outros. Segundo Jesus e o ensino do Antigo Testamento devemos ser responsáveis para amar o nosso próximo como a nós mesmos. Jesus disse que o amor é a essência da lei moral (Mt 22.39). Até mesmo disse que a totalidade da moralidade do Antigo Testamento podia se reduzida à Regra Áurea (Mt 7.12). Exemplos específicos daquilo que significa amar aos outros não faltam nem na vida nem nos ensinos de Cristo. As Epístolas do N. T. abundam de exortações para os cristãos cuidarem uns dos outros e dos de fora. Paulo escreveu: “Não tenha cada um em vista o que é propriamente seu, senão também cada qual o que é dos outros” (Fp 2.4). Outra vez: “Levai as cargas uns dos outros, e assim cumprireis a lei de Cristo” (Gl 6.2, 10). A primeira Epístola de João é muita explícita no que diz respeito `a responsabilidade do cristão no sentido de amar aos outros. (3.17, 18), como também a de Tiago (1.27). Em síntese, o homem é moralmente responsável pelos demais homens. Ele é o guardião do seu irmão.
A RESPONSABILIDADE PARA COM OS IRMÃOS NA FÉ
Paulo conclamou aos gálatas: Por isso, enquanto tivermos oportunidade, façamos o bem a todos, mas principalmente aos da família da fé” (6.10). O próprio Paulo estava muito ativo em levantar uma oferta para os santos pobres em Jerusalém (Rm 15.26).João, semelhantemente ressaltou a providência para as necessidades dos irmãos, e escreveu: “ora, aquele que possuir recursos deste mundo e vir seu irmão padecer necessidade e fechar-lhe o seu coração, como pode permanecer nele o amor de Deus ( I Jo 3.17). Tiago é igualmente firme na ênfase sobre a providência para os irmãos: “Se um irmão ou irmã estiverem carecidos de roupa, e necessitados do alimento cotidiano, e qualquer dentre vós lhes disser: “ide em paz, aquecei-vos, e fartai-vos”, sem contudo, lhe dardes o necessário para o corpo, qual é o proveito disso?” (Tg 2.15,16). A responsabilidade social do cristão, quanto ao amor além da sua própria família, começa com a família de Deus. Esta verdade também é subentendida no cuidado da igreja primitiva com suas próprias viúvas (At 6.1; I Tm 5.9ss). A responsabilidade social do cristão começa com a sua própria pessoa, continua com a sua família, depois com os irmãos na fé e se estende para com todas as pessoas. Como filhos de Deus somos encarregados de praticarmos o bem para com todas as pessoas sem jamais excluir qualquer pessoa.
A RESPONSABILIDADE SOCIAL PARA COM OS POBRES
A igreja tem a obrigação de cuidar dos pobres e não explorá-los como muitos têm feito. A primeira igreja em Jerusalém pediu a Paulo “que nos lembrássemos dos pobres,” disse ele, “o que também me esforcei por fazer” (Gl 2.10). Em cumprimento desta incumbência, Paulo escreveu: “Por que aprouve à Macedônia e a Acaia levantar uma coleta em benefício dos pobres dentre os santos que vivem em Jerusalém” (Rm 15.26). Até antes deste tempo, quando havia fome em Jerusalém, “Os discípulos, cada um conforme as suas posses, resolveram enviar socorro aos irmãos que moravam na Judéia” (At 11.29). Tudo isso era furto da responsabilidade social que predominava naquelas comunidades cristãs do primeiro século. A Antigo Testamento abunda em exortações acerca dos pobres. A lei de Moisés ordenava que os cantos e as espigas dos campos fossem deixados para os pobres e estrangeiros (Lv 19.9). Era ordenado, ainda mais: “Se teu irmão empobrecer, e as suas forças decaírem, então sustentá-lo-ás” (Lv 25.35; Dt 15.15). Uma benção especial é prometida aos que dão aos pobres: “Quem se compadece do pobre ao Senhor empresta, e este lhe paga o seu benefício” (Pv 19.17). Outra vez: “Bem-aventurado o que acode ao necessitado” (Sl 41.1). Os profetas eram campeões dos pobres, Isaías escreveu: “Aí dos que decretam leis injustas, dos que escrevem leis de opressão, para negarem justiça aos pobres, para arrebatarem o direito aos aflitos do meu povo...” (10.1-2).
Postado Por REFLEXÕES TEOLÓGICAS, Pr. Vicente de Paula
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
SUBSÍDIO LIÇÃO 06 EBD - 2011
A IMPORTÂNCIA DA DISCIPLINA NA IGREJA
Atos 5.1-11
As nossas experiências diárias nos revelam claramente que a disciplina é fundamental para uma existência harmônica de qualquer grupo social, e também de suma importância para o êxito individual. Onde a disciplina não e considerada existe uma plataforma para que se estabeleça a anarquia e caos. A disciplina ajuda na definição dos papéis sociais, fazendo com que cada indivíduo desempenhe a sua função de uma forma que contribua para funcionando da engrenagem social. A disciplina produz maturidade e prudência nos indivíduos, pois toda pessoa que procura obedecer normas que visam o bem da maioria expressam consciência de coletividade, entendendo que as suas atitudes podem beneficiar ou prejudicar os demais. A pessoa indisciplinada caracteriza-se pelo tipo de gente cuja característica principal é o egoísmo e uma tremenda falta de conhecimento da vida. A disciplina é um instrumento de correção que visa o melhoramento do caráter dos indivíduos, o qual deve ser utilizado em qualquer processo educativo. No processo disciplinar muitas vezes se faz necessário penalizar o infrator, isto é, aquele que não obedeceu as normas estabelecidas como pré-requisitos para se atingir os alvos desejados.
A lição de hoje está focada em Atos 5.1-11 o qual diz respeito ao relato sobre Ananias e Safira. Um caso clássico no Novo Testamento de uma medida disciplina que foi adotada para um casal que maquinou uma mentira relacionada à venda de uma propriedade. Ao ler esse texto muitos podem até interpretar que a punição imposta ao casal, seja devido ao fato deles terem se negado a entregar todo o valor da venda da propriedade, o que não é correto pensar dessa forma. É necessário observamos que ninguém era constrangido para vender suas propriedade e entregar o dinheiro aos apóstolos, tudo era feito espontaneamente. O que realmente aconteceu com Ananias e Safira pode ser explicado pela pergunta que o apóstolo Pedro fez para Ananias "Por que Encheu Satanás o teu coração, para que mentisses ao Espírito Santo..." , então, percebemos claramente que o texto trata do desfecho de um caso que possuía profundas raízes, as coisas não aconteceram do dia para a noite. O casal aqui mencionado se deixou enganar pelos ardis de satanás, o qual os induziu a avareza e por causa disso cometeram o terrível sacrilégio, de premeditarem uma mentirem contra o próprio Espírito Santo. O pecado de Ananias e Safira não foi somente o de ter retido parte do dinheiro da propriedade, porém, a tentativa de enganar o próprio Deus, tendo em vista que os apóstolos eram autênticos representantes de Deus, por isso, mentir para eles representava mentir ao Espírito Santo.
Podemos dizer que o episódio descrito no texto em apreço é algo de natureza inédita, pois, não encontramos nenhum outro caso no Novo Testamento em que alguém tenha recebido uma punição tão imediata como conseqüência do pecado praticado. Observando este aspecto entendemos que a situação em si não se apresenta nas Escrituras como um método disciplinar para os dias atuais. O "por quê?" de Deus escolhido aquele casal nos deixar tal exemplo de disciplina, aplicando uma tão severa punição, apenas podemos dizer que não cabe a nós questionarmos os atos soberanos do Criador. Mesmo que nunca tenhamos visto mentirosos sendo desmacarados por homens de Deus e sendo sentenciados a uma morte fulminante, podemos afirmar com toda certeza que os princípios disciplinares que se apresentam nesse episódio ainda permanecem com total validade. A punição aplicada a Ananias e Safira foi fundamental para aquela igreja que estava no seu processo de formação e precisava urgentemente aprender que a desobediência a Palavra do Senhor e a insubordinação às suas lideranças poderia trazer-lhes conseqüências fatais. O desfecho do caso casou em toda igreja o impacto desejado pelo Espírito Santo "Sobreveio grande temor a toda a igreja e a todos os que ouviram estas coisas". Não devemos nesse caso, confundir temor com medo e pavor, pois trata-se de um temor baseado em reverência e confiança na justiça e no amor de Deus. A partir daí todos passaram a ser mais cuidadosos em suas vidas espirituais, para não pecarem contra Deus e também não viessem sofre nenhuma conseqüência produzida por seus próprios pecados. Esse caso repercutiu não só no meio da igreja, mas também entre todos que ouviram sobre isto, parece que até mesmo pessoas de fora da igreja foram contagiadas por esse temor, se não se converteram pelo menos para a ter muito respeito pelo povo de Deus.
A IGREJA PODE DISCIPLINAR E NÃO JULGAR
Ananias e Safira foram julgados pelo Senhor e receberam a punição devida pelo pecado Deles. Somente Deus pode aplicar sentenças justas para aqueles cometem pecados, pois, por mais severa que seja a sentença aplicada, ela sempre será justa, porque Deus jamais comete injustiças. A Bíblia nos diz em II Co 11 que nós precisamos nos julgar a nós mesmos para não sermos julgados pelos Senhor, isto significa que se quisermos evitar o severo julgamento do Senhor, o qual só exerce o juízo Dele depois de ter longamente exercido a graça, precisamos exercitar a auto-disciplina por meio de uma continua auto-avaliação, "Examine-se pois, o homem a si mesmo" , porém , quando alguém peca e fica fora da vontade do Senhor, a igreja que pode aplicar a disciplina sobre esta pessoa, tal ato disciplinar não deve ter como propósito único de punir e julgar. Todavia, disciplina da igreja deve funcionar com o propósito terapêutico, isto é, a disciplina é como se fosse o bisturi do médico, o qual para eliminar um determinado mal antes precisar antes ferir o paciente, pois, é o único meio de arrancar o mal que está profundamente arraigado, vai gerar algum incômodo para o paciente, porém, no futuro ele agradecerá pela cura. A disciplina na igreja deve ser exercida com a atitude de que estamos tratando de "um soldado ferido", portanto é necessário agir com amor, respeito, valorização ao indivíduo, porque somente assim este soldado vai ser beneficiado com a força da auto-estima e consequentemente a vontade de ser curado. Infelizmente a disciplina em muitas igrejas está funcionando como um veneno letal que está matando aqueles que foram feridos e estão a beira da morte. Porém, se negligenciarmos em nossa auto-avaliação e ainda desprezarmos a disciplina da igreja, não escaparemos do julgamento do Senhor, na Carta aos Hebreus está escrito "horrenda coisa é cair nas mãos do Deus vivo", pois diante Dele nada passará impune. Ainda II Co 11 está escrito que muita gente fica fraco, doente e até morre antes do tempo por causa de pecado, então, observe que os princípios de julgamento aplicados a Ananias e Safira ainda têm validade
A PALAVRA GREGA PARA DISCIPLINA : KATARTIZEIN
O principal significado prático de Katartizein pode ser encontrado em Gálatas 6.1, que em algumas versões é traduzida pela palavra "restaurar", referindo-se a algum irmão que foi surpreendido em alguma falta. Se procurarmos nos aprofundar no campo semântico de Katartizein vamos descobrir alguns significados que nos ajudarão a compreender corretamente o método e propósito da disciplina na igreja. No grego clássico, esta palavra tem uma ampla gama de significados, entre eles ajustar, colocar em ordem, recuperar. Em alguns contextos se referia a ação de "equipar um homem ou habilitar algo para um determinado propósito. No N. T. esse termo aparece em Mt 4.21; Mc 1.19 e diz respeito aos discípulos "remendando suas redes", a idéia é que as redes estavam sendo preparadas para um uso futuro. Já em Lucas 6.40 estar relacionado com "equipar" , aqui diz que o discípulo não pode estar mais equipado do que o seu mestre. E Também Rm 9.22 Katartizein tem o mesmo sentido de estar equipado. Em 2 co 13.11 e I Pe 5.10 katartizein é traduzido como "aperfeiçoar". A antiga versão Reina Valera traduz em I Co 1.10 por " estar perfeitamente unidos" . Nesse caso Katertizein é utilizado com o propósito de unificar os elementos discordantes na igreja de Corinto. A idéia poderia ser de ajustar e recompor os membros deslocados e acalmar e pacificar os elementos facciosos.
Quando aplicamos tudo que foi dito sobre Katartizein a disciplina da igreja, emergem idéias sumamente significativas. 1) Fica claro que a disciplina nunca foi um castigo para purgar pecados, nem uma simples vingança contra o malfeitor. 2) A disciplina que dizer "recuperar" a um homem "restaurá-lo", a disciplina reconhece ao homem mais como um "pobre ferido" do que como um pecador deliberado. 3) Disciplinar uma pessoa é "equipá-la" para que ela possa enfrentar e vencer as tentações que a derrubaram, por isso é função da igreja não somente aplicar um castigo, mas preparar as pessoas para viverem conforme os princípios cristãos.
Postado em REFLEXÕES TEOLÓGICAS, por Vicente de Paulo
Atos 5.1-11
As nossas experiências diárias nos revelam claramente que a disciplina é fundamental para uma existência harmônica de qualquer grupo social, e também de suma importância para o êxito individual. Onde a disciplina não e considerada existe uma plataforma para que se estabeleça a anarquia e caos. A disciplina ajuda na definição dos papéis sociais, fazendo com que cada indivíduo desempenhe a sua função de uma forma que contribua para funcionando da engrenagem social. A disciplina produz maturidade e prudência nos indivíduos, pois toda pessoa que procura obedecer normas que visam o bem da maioria expressam consciência de coletividade, entendendo que as suas atitudes podem beneficiar ou prejudicar os demais. A pessoa indisciplinada caracteriza-se pelo tipo de gente cuja característica principal é o egoísmo e uma tremenda falta de conhecimento da vida. A disciplina é um instrumento de correção que visa o melhoramento do caráter dos indivíduos, o qual deve ser utilizado em qualquer processo educativo. No processo disciplinar muitas vezes se faz necessário penalizar o infrator, isto é, aquele que não obedeceu as normas estabelecidas como pré-requisitos para se atingir os alvos desejados.
A lição de hoje está focada em Atos 5.1-11 o qual diz respeito ao relato sobre Ananias e Safira. Um caso clássico no Novo Testamento de uma medida disciplina que foi adotada para um casal que maquinou uma mentira relacionada à venda de uma propriedade. Ao ler esse texto muitos podem até interpretar que a punição imposta ao casal, seja devido ao fato deles terem se negado a entregar todo o valor da venda da propriedade, o que não é correto pensar dessa forma. É necessário observamos que ninguém era constrangido para vender suas propriedade e entregar o dinheiro aos apóstolos, tudo era feito espontaneamente. O que realmente aconteceu com Ananias e Safira pode ser explicado pela pergunta que o apóstolo Pedro fez para Ananias "Por que Encheu Satanás o teu coração, para que mentisses ao Espírito Santo..." , então, percebemos claramente que o texto trata do desfecho de um caso que possuía profundas raízes, as coisas não aconteceram do dia para a noite. O casal aqui mencionado se deixou enganar pelos ardis de satanás, o qual os induziu a avareza e por causa disso cometeram o terrível sacrilégio, de premeditarem uma mentirem contra o próprio Espírito Santo. O pecado de Ananias e Safira não foi somente o de ter retido parte do dinheiro da propriedade, porém, a tentativa de enganar o próprio Deus, tendo em vista que os apóstolos eram autênticos representantes de Deus, por isso, mentir para eles representava mentir ao Espírito Santo.
Podemos dizer que o episódio descrito no texto em apreço é algo de natureza inédita, pois, não encontramos nenhum outro caso no Novo Testamento em que alguém tenha recebido uma punição tão imediata como conseqüência do pecado praticado. Observando este aspecto entendemos que a situação em si não se apresenta nas Escrituras como um método disciplinar para os dias atuais. O "por quê?" de Deus escolhido aquele casal nos deixar tal exemplo de disciplina, aplicando uma tão severa punição, apenas podemos dizer que não cabe a nós questionarmos os atos soberanos do Criador. Mesmo que nunca tenhamos visto mentirosos sendo desmacarados por homens de Deus e sendo sentenciados a uma morte fulminante, podemos afirmar com toda certeza que os princípios disciplinares que se apresentam nesse episódio ainda permanecem com total validade. A punição aplicada a Ananias e Safira foi fundamental para aquela igreja que estava no seu processo de formação e precisava urgentemente aprender que a desobediência a Palavra do Senhor e a insubordinação às suas lideranças poderia trazer-lhes conseqüências fatais. O desfecho do caso casou em toda igreja o impacto desejado pelo Espírito Santo "Sobreveio grande temor a toda a igreja e a todos os que ouviram estas coisas". Não devemos nesse caso, confundir temor com medo e pavor, pois trata-se de um temor baseado em reverência e confiança na justiça e no amor de Deus. A partir daí todos passaram a ser mais cuidadosos em suas vidas espirituais, para não pecarem contra Deus e também não viessem sofre nenhuma conseqüência produzida por seus próprios pecados. Esse caso repercutiu não só no meio da igreja, mas também entre todos que ouviram sobre isto, parece que até mesmo pessoas de fora da igreja foram contagiadas por esse temor, se não se converteram pelo menos para a ter muito respeito pelo povo de Deus.
A IGREJA PODE DISCIPLINAR E NÃO JULGAR
Ananias e Safira foram julgados pelo Senhor e receberam a punição devida pelo pecado Deles. Somente Deus pode aplicar sentenças justas para aqueles cometem pecados, pois, por mais severa que seja a sentença aplicada, ela sempre será justa, porque Deus jamais comete injustiças. A Bíblia nos diz em II Co 11 que nós precisamos nos julgar a nós mesmos para não sermos julgados pelos Senhor, isto significa que se quisermos evitar o severo julgamento do Senhor, o qual só exerce o juízo Dele depois de ter longamente exercido a graça, precisamos exercitar a auto-disciplina por meio de uma continua auto-avaliação, "Examine-se pois, o homem a si mesmo" , porém , quando alguém peca e fica fora da vontade do Senhor, a igreja que pode aplicar a disciplina sobre esta pessoa, tal ato disciplinar não deve ter como propósito único de punir e julgar. Todavia, disciplina da igreja deve funcionar com o propósito terapêutico, isto é, a disciplina é como se fosse o bisturi do médico, o qual para eliminar um determinado mal antes precisar antes ferir o paciente, pois, é o único meio de arrancar o mal que está profundamente arraigado, vai gerar algum incômodo para o paciente, porém, no futuro ele agradecerá pela cura. A disciplina na igreja deve ser exercida com a atitude de que estamos tratando de "um soldado ferido", portanto é necessário agir com amor, respeito, valorização ao indivíduo, porque somente assim este soldado vai ser beneficiado com a força da auto-estima e consequentemente a vontade de ser curado. Infelizmente a disciplina em muitas igrejas está funcionando como um veneno letal que está matando aqueles que foram feridos e estão a beira da morte. Porém, se negligenciarmos em nossa auto-avaliação e ainda desprezarmos a disciplina da igreja, não escaparemos do julgamento do Senhor, na Carta aos Hebreus está escrito "horrenda coisa é cair nas mãos do Deus vivo", pois diante Dele nada passará impune. Ainda II Co 11 está escrito que muita gente fica fraco, doente e até morre antes do tempo por causa de pecado, então, observe que os princípios de julgamento aplicados a Ananias e Safira ainda têm validade
A PALAVRA GREGA PARA DISCIPLINA : KATARTIZEIN
O principal significado prático de Katartizein pode ser encontrado em Gálatas 6.1, que em algumas versões é traduzida pela palavra "restaurar", referindo-se a algum irmão que foi surpreendido em alguma falta. Se procurarmos nos aprofundar no campo semântico de Katartizein vamos descobrir alguns significados que nos ajudarão a compreender corretamente o método e propósito da disciplina na igreja. No grego clássico, esta palavra tem uma ampla gama de significados, entre eles ajustar, colocar em ordem, recuperar. Em alguns contextos se referia a ação de "equipar um homem ou habilitar algo para um determinado propósito. No N. T. esse termo aparece em Mt 4.21; Mc 1.19 e diz respeito aos discípulos "remendando suas redes", a idéia é que as redes estavam sendo preparadas para um uso futuro. Já em Lucas 6.40 estar relacionado com "equipar" , aqui diz que o discípulo não pode estar mais equipado do que o seu mestre. E Também Rm 9.22 Katartizein tem o mesmo sentido de estar equipado. Em 2 co 13.11 e I Pe 5.10 katartizein é traduzido como "aperfeiçoar". A antiga versão Reina Valera traduz em I Co 1.10 por " estar perfeitamente unidos" . Nesse caso Katertizein é utilizado com o propósito de unificar os elementos discordantes na igreja de Corinto. A idéia poderia ser de ajustar e recompor os membros deslocados e acalmar e pacificar os elementos facciosos.
Quando aplicamos tudo que foi dito sobre Katartizein a disciplina da igreja, emergem idéias sumamente significativas. 1) Fica claro que a disciplina nunca foi um castigo para purgar pecados, nem uma simples vingança contra o malfeitor. 2) A disciplina que dizer "recuperar" a um homem "restaurá-lo", a disciplina reconhece ao homem mais como um "pobre ferido" do que como um pecador deliberado. 3) Disciplinar uma pessoa é "equipá-la" para que ela possa enfrentar e vencer as tentações que a derrubaram, por isso é função da igreja não somente aplicar um castigo, mas preparar as pessoas para viverem conforme os princípios cristãos.
Postado em REFLEXÕES TEOLÓGICAS, por Vicente de Paulo
domingo, 30 de janeiro de 2011
LIÇÃO 05 - E B D - 2011
SINAIS E MARAVILHAS NA IGREJA
Os milagres são uma realidade histórica, eles estão presentes em todas as épocas, registrados de maneira indubitável para o nosso conhecimento. A história do homem do homem está ornamentada com feitos extraordinários. Os milagres nunca cessaram, isto é reconhecido quando analisamos a história de uma forma geral, e a vida da igreja de modo específico, Igreja primitiva, Medieval, Reformada, Moderna, e Contemporânea, mostram-nos milagres. É verdade que eles não aconteceram uniformemente, aconteceram de formas diferentes, com maior ou menor intensidade em alguns lugares e outros não. E mesmo nos lugares onde aconteceram com maior intensidade, posteriormente cessaram, mas surgindo em outros lugares. Cremos que os milagres são atos extraordinários de Deus, intervindo na história para auxiliar o seu povo, em tempos de dificuldades, em perseguições, na pregação do Evangelho. Embora existam certos períodos de relativa ausência, isto se deve ao uso soberano da própria vontade de Deus, que é segundo Seu propósito. Por ISS não devemos limitar os milagres a épocas passadas, pois ao fazê-lo limitamos também os atos extraordinários de Deus. Embora muitos queiram afirmar que o mundo mudou também em relação aos milagres, e que estes são mais necessários, temos dificuldades históricas para sustentar tal afirmação. As atitudes em relação ao sobrenatural continuam as mesmas, por parte do homem sacrifícios são oferecidos aos demônios, de modo semelhante ao que contemplamos na história da igreja primitiva, sangue e animais são oferecidos em sacrifícios idólatras, existe uma busca contínua ao sobrenatural. Embora as pessoas sejam diferentes as atitudes são as mesmas, existem algumas diferenças é verdade! Mas também muitas semelhanças. Historicamente, os milagres estão presentes em todas as épocas. Na atualidade eles também estão presentes. Se não estão presentes em todos os lugares, se não acontecem diariamente, se não acontecem diante dos nossos olhos, não podemos negar a relevância do testamento histórico, não podemos negar a história, não podemos negar os milagres.
A TEOLOGIA E O MILAGRE
Apesar de um assunto que envolve questões etimológicas, terminológicas e cientificas, o assunto "milagre"é um assunto essencialmente teológico. As teologias sistemáticas não lhe atribuem relevantes destaques. O assunto milagres absorve apenas pequenos tópicos nas teologias sistemáticas. Na teologia dogmática os milagres recebem destaque apenas na teologia de Tomáz de Aquino. Como parte da teologia de forma integral envolve a teologia própria, a cristologia, a antropologia e a pneumatologia. Os período em que encontramos a maior parte dos escritos sobre milagres são: o período de Agostinho, o grande teólogo da Patrística, que viveu entre os anos 354-430 d.C. no norte da África. Neste período, encontramos nos escritos, deste teólogo pai da igreja, a mais completa opinião sobre milagres. Agostinho opina sobre a quase totalidade dos temas polêmicos sobre milagres. Estudar o pensamento de Agostinho sobre milagres é dos mais deslumbrantes assuntos da teologia desse período. O segundo período onde encontramos outra quantidade considerável de escritos sobre milagres é o final do Século Dezenove e o princípio do Século Vinte. Nesse período surgiram os mais famosos escritos sobre o tema "milagres". J>B. Mosley, B.B. Warfield, Johannes Wendland são teólogos reformados que nos deixaram muitos escritos sobre milagres. Estes trabalhos teológicos responderam às necessidades da época, mas novos fatos foram acrescidos à vida a igreja; o movimento pentecostal cresceu, surgindo inúmeros movimentos cuja a ênfase principal é o milagre, o mundo decepcionado com o fracasso da ciência, em oferecer-lhe plena satisfação espiritual, volta-se para o misticismo. O desafio cresceu, continua, urge a necessidade de esclarecimento bíblico correto, a necessidade de uma perspectiva sobre os milagres para os nossos dias.
DEFINIÇÃO TEOLÓGICA DO TERMO MILAGRE.
Temos aqui as definições apresentadas por famosos biblicistas: A. Kuipper. "É a vida interpretando energia de Deus, quebrando todas as posições em face das desordens trazidas". Para Baker, "É um fenômeno efetuado por Deus, que arrastae desvia a sequência natural". Já o teólogo Shaffer diz"É o que osbrepassa o mundo físico, o conhecimento humano e poderes morais e, portanto, demonstra a agência do sobrenatural". E por fim temos Tomaz de Aquino "O nome de milagre vem de admiração. Tal qual surge ante a presença de efeitos cujas causas são desconhecidas".
Estas posições refletem influências filosóficas sofridas pelos respectivos autores em suas teologias. Expressões como "Violação das leis naturais" demonstram uma influência típica, do supranaturalismo, servindo servindo de um bom exemplo. Agostinho, por exemplo, discordava desta posição e argumentava contra a definição partindo do princípio de que Deus não precisa quebrar as suas próprias leis para realizar algo extraordinário, pois se assim o fizer está estabelecendo um princípio de desordem no mundo. A idéia de uma lei superior é característica da influência da terminologia presente na cultura enciclopedista do Século Doze onde predominavam as definições etimológicas, porém a definição etimológica grega, usada por Aquino PE incompleta. O milagre é mais do que espanto. É notório ainda que, estas definições históricas desconhecem o elemento espiritual, aludido pelos teólogos contemporâneos como milagre e de merecido destaque, pois, segundo Tomaz de Aquino, as transformações espirituais são os milagres. Na realidade, o tempo acrescentou novos elementos, o avanço semântico o termo exige uma nova definição que possa ser mais abrangente e completa. Portanto, definimos o milagre como: "Uma intervenção sobrenatural".
Postado no Blog REFLEXÕES TEOLÓGICAS, por Pr. Vicente de Paulo
Os milagres são uma realidade histórica, eles estão presentes em todas as épocas, registrados de maneira indubitável para o nosso conhecimento. A história do homem do homem está ornamentada com feitos extraordinários. Os milagres nunca cessaram, isto é reconhecido quando analisamos a história de uma forma geral, e a vida da igreja de modo específico, Igreja primitiva, Medieval, Reformada, Moderna, e Contemporânea, mostram-nos milagres. É verdade que eles não aconteceram uniformemente, aconteceram de formas diferentes, com maior ou menor intensidade em alguns lugares e outros não. E mesmo nos lugares onde aconteceram com maior intensidade, posteriormente cessaram, mas surgindo em outros lugares. Cremos que os milagres são atos extraordinários de Deus, intervindo na história para auxiliar o seu povo, em tempos de dificuldades, em perseguições, na pregação do Evangelho. Embora existam certos períodos de relativa ausência, isto se deve ao uso soberano da própria vontade de Deus, que é segundo Seu propósito. Por ISS não devemos limitar os milagres a épocas passadas, pois ao fazê-lo limitamos também os atos extraordinários de Deus. Embora muitos queiram afirmar que o mundo mudou também em relação aos milagres, e que estes são mais necessários, temos dificuldades históricas para sustentar tal afirmação. As atitudes em relação ao sobrenatural continuam as mesmas, por parte do homem sacrifícios são oferecidos aos demônios, de modo semelhante ao que contemplamos na história da igreja primitiva, sangue e animais são oferecidos em sacrifícios idólatras, existe uma busca contínua ao sobrenatural. Embora as pessoas sejam diferentes as atitudes são as mesmas, existem algumas diferenças é verdade! Mas também muitas semelhanças. Historicamente, os milagres estão presentes em todas as épocas. Na atualidade eles também estão presentes. Se não estão presentes em todos os lugares, se não acontecem diariamente, se não acontecem diante dos nossos olhos, não podemos negar a relevância do testamento histórico, não podemos negar a história, não podemos negar os milagres.
A TEOLOGIA E O MILAGRE
Apesar de um assunto que envolve questões etimológicas, terminológicas e cientificas, o assunto "milagre"é um assunto essencialmente teológico. As teologias sistemáticas não lhe atribuem relevantes destaques. O assunto milagres absorve apenas pequenos tópicos nas teologias sistemáticas. Na teologia dogmática os milagres recebem destaque apenas na teologia de Tomáz de Aquino. Como parte da teologia de forma integral envolve a teologia própria, a cristologia, a antropologia e a pneumatologia. Os período em que encontramos a maior parte dos escritos sobre milagres são: o período de Agostinho, o grande teólogo da Patrística, que viveu entre os anos 354-430 d.C. no norte da África. Neste período, encontramos nos escritos, deste teólogo pai da igreja, a mais completa opinião sobre milagres. Agostinho opina sobre a quase totalidade dos temas polêmicos sobre milagres. Estudar o pensamento de Agostinho sobre milagres é dos mais deslumbrantes assuntos da teologia desse período. O segundo período onde encontramos outra quantidade considerável de escritos sobre milagres é o final do Século Dezenove e o princípio do Século Vinte. Nesse período surgiram os mais famosos escritos sobre o tema "milagres". J>B. Mosley, B.B. Warfield, Johannes Wendland são teólogos reformados que nos deixaram muitos escritos sobre milagres. Estes trabalhos teológicos responderam às necessidades da época, mas novos fatos foram acrescidos à vida a igreja; o movimento pentecostal cresceu, surgindo inúmeros movimentos cuja a ênfase principal é o milagre, o mundo decepcionado com o fracasso da ciência, em oferecer-lhe plena satisfação espiritual, volta-se para o misticismo. O desafio cresceu, continua, urge a necessidade de esclarecimento bíblico correto, a necessidade de uma perspectiva sobre os milagres para os nossos dias.
DEFINIÇÃO TEOLÓGICA DO TERMO MILAGRE.
Temos aqui as definições apresentadas por famosos biblicistas: A. Kuipper. "É a vida interpretando energia de Deus, quebrando todas as posições em face das desordens trazidas". Para Baker, "É um fenômeno efetuado por Deus, que arrastae desvia a sequência natural". Já o teólogo Shaffer diz"É o que osbrepassa o mundo físico, o conhecimento humano e poderes morais e, portanto, demonstra a agência do sobrenatural". E por fim temos Tomaz de Aquino "O nome de milagre vem de admiração. Tal qual surge ante a presença de efeitos cujas causas são desconhecidas".
Estas posições refletem influências filosóficas sofridas pelos respectivos autores em suas teologias. Expressões como "Violação das leis naturais" demonstram uma influência típica, do supranaturalismo, servindo servindo de um bom exemplo. Agostinho, por exemplo, discordava desta posição e argumentava contra a definição partindo do princípio de que Deus não precisa quebrar as suas próprias leis para realizar algo extraordinário, pois se assim o fizer está estabelecendo um princípio de desordem no mundo. A idéia de uma lei superior é característica da influência da terminologia presente na cultura enciclopedista do Século Doze onde predominavam as definições etimológicas, porém a definição etimológica grega, usada por Aquino PE incompleta. O milagre é mais do que espanto. É notório ainda que, estas definições históricas desconhecem o elemento espiritual, aludido pelos teólogos contemporâneos como milagre e de merecido destaque, pois, segundo Tomaz de Aquino, as transformações espirituais são os milagres. Na realidade, o tempo acrescentou novos elementos, o avanço semântico o termo exige uma nova definição que possa ser mais abrangente e completa. Portanto, definimos o milagre como: "Uma intervenção sobrenatural".
Postado no Blog REFLEXÕES TEOLÓGICAS, por Pr. Vicente de Paulo
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
SUSÍDIO LIÇÃO 04 - EBD 2011
O PODER IRRESISTÍVEL DA COMUNHÃO NA IGREJA
Texto Áureo: Ef. 4.3,4
Leitura Bíblica em Classe: At. 2.40-47
Objetivo: Ressaltar a importância da comunhão enquanto marca caracterizadora da unidade dos discípulos de Jesus Cristo.
INTRODUÇÃO
Na lição de hoje, estudaremos a respeito da importância da comunhão na igreja de Jesus Cristo. A principio, definiremos bíblico-teologicamente o significado da palavra comunhão. Em seguida, analisaremos a comunhão dos primeiros cristãos de Jerusalém. Ao final, atentaremos para a necessidade da comunhão na igreja, enquanto marca caracterizadora da unidade.
1. COMUNHÃO, DEFINIÇÃO DO TERMO
A palavra comunhão, no grego do Novo Testamento, é koinonia. Esse termo também pode ser traduzido como participação e partilha. Em geral, se refere aos interesses mútuos entre os membros da comunidade da fé, a igreja. A comunhão cristã é descrita em At. 2.42, neste versículo, a koinonia é apresentada como um dos padrões da igreja, os cristãos permaneciam em comunhão uns com os outros. Essa comunhão, no contexto de Atos, não se refere apenas ao ato de se reunir, mas também ao de partilhar alimento e outras necessidades existenciais. Essa palavra é bastante utilizada por Paulo, 13 das 19 vezes no Novo Testamento. Ele usa o termo koinonia para se referir às coletas para suprir os crentes pobres de Jerusalém (Rm. 15.26; II Co. 8.4; 9.13). Para tanto, há a necessidade que os interesses dos outros tenham proeminência (Fp. 2.1). A palavra koinonia é usada por Paulo também para se referir à participação do cristão nos sofrimentos de Cristo (Fp. 3.10), à comunhão do Espírito (II Co. 13.13), à participação do corpo e sangue de Cristo por ocasião da Ceia do Senhor (I Co. 10.16). O apóstolo João admoeste aos cristãos para que esses tenham comunhão uns com os outros (I Jo. 1.3,7). O fundamento desta, segundo o discípulo amado, se encontra na comunhão que temos tanto com o Pai quanto com o Seu Filho, Jesus Cristo (I Jo 1.3,6).
2. A COMUNHÃO DOS CRISTÃOS DE JERUSALEM
Os primeiros cristãos perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, no partir do pão, e nas orações (At. 2.42). Lucas registra ainda que “todos os que criam estavam juntos e tinham tudo em comum. Vendiam suas propriedades e fazendas e repartiam com todos, segundo cada um tinha necessidade” (At. 2.44,45). Essa passagem de Atos, especialmente o versículo 42, revela que a igreja primitiva: 1) estava disposta a aprender, pois perseverava na doutrina dos apóstolos, portanto, não se apartava do ensino; 2) exercitava o amor, e esse era concretizado na comunhão dos santos, partilhando voluntariamente os bens com os necessitados; 3) cultuava a Deus, partindo o pão e nas orações, tanto no templo (formalmente) quanto nas casas (informalmente) (v. 46); e 4) propagava a Palavra de Deus, e através desta, pessoas se convertiam ao evangelho de Jesus Cristo (v. 47). A respeito das contribuições aos necessitados na igreja de Jerusalém é preciso fazer alguns esclarecimentos. Primeiramente não se tratava de uma obrigatoriedade, pois ainda que alguns vendessem seus bens e os depositassem aos pés dos apóstolos, outros continuavam com suas casas, já que nelas se reunião. Essa verdade pode ser identificada na atitude hipócrita de Ananias e Safira. A esses disse Pedro: “conservando-o, porventura, não seria teu? E vendido, não estaria em teu poder?” (At. 5.4). Do contexto de Atos, extraímos o princípio da generosidade, especialmente em relação aos pobres e necessitados. A prioridade da igreja deva ser o evangelho salvador de Jesus Cristo, esse, ao contrário do que defendem certos evangélicos, inclui o cuidado com os pobres da igreja (II Co. 9.1).
3. COMUNHÃO, A MARCA DO CRISTÃO
A comunhão é uma marca caracterizadora do cristão, já que somos dependentes, tanto de Deus quanto dos irmãos. Conforme escreveu o poeta inglês John Donne, “nenhum homem é uma ilha”. A atitude de autossuficiência na igreja pode levar as pessoas a viverem distantes umas das outras, a agirem indolentemente no seio da igreja (Hb. 5.12; Rm. 12.1-3). A amargura também pode impedir o desenvolvimento da comunhão na igreja. Cristãos amargurados tratam uns aos outros com hostilidade (Hb. 12.15). Não são poucas as pessoas com orgulho ferido nas igrejas evangélicas. Por causa desse sentimento, elas têm dificuldade para estabelecer vínculos. O elitismo eclesiástico pode também ser um empecilho para a comunhão. As chamadas “panelinhas” nas igrejas, como havia em Corinto (I Co. 3.4), coloca alguns em preferência em detrimento de outros. Conforme afirmou John Wesley certa feita, nada mais anticristão do que um cristão solitário. Nos dias atuais, marcados pelas redes de relacionamentos, as pessoas precisam estar mais juntas. Não apenas nos espaços internéticos, mas também nos encontros presenciais. A frieza do monitor e do teclado do computador não substitui o abraço e o aperto de mão. A cultura ocidental nos legou o individualismo, e, infelizmente, até mesmos em determinadas igrejas, é cada um por si e o diabo contra todos. A igreja do Senhor não é uma empresa, mas uma família na qual somos irmãos, filhos do mesmo Pai, e como tais devemos nos relacionar. É na igreja que encontramos (ou pelo menos deveríamos encontrar) graça e refrigério para as nossas almas (Rm. 1.11,12).
CONCLUSÃO
A comunhão cristã é um exercício de partilha, por meio dela, transmitimos uns aos outros, a graça de Deus manifestada em Jesus Cristo. Neste Centenário, a política eclesiástica tem atrapalhado a comunhão no seio da igreja. É uma pena que não possamos celebrar juntos os cem anos da Assembléia de Deus no Brasil. As vaidades pessoais estão para além da comunhão cristã. Os líderes estão dando um péssimo exemplo, expondo a igreja ao vitupério. Que Deus desperte a Sua igreja e nos ensine, não somente neste ano, mas até a Sua volta, a colocar os interesses dos outros acima dos nossos (Fp. 2.3,4), procurando guardar a unidade do Espírito pelo vinculo da paz (Ef. 4.3).
BIBLIOGRAFIA
PEARLMAN, M. Atos: e a igreja se fez missões. Rio de Janeiro: CPAD, 2010.
STOTT, J. A mensagem de Atos. São Paulo: ABU, 2008.
Publicado no blog Subsidio EBD
Texto Áureo: Ef. 4.3,4
Leitura Bíblica em Classe: At. 2.40-47
Objetivo: Ressaltar a importância da comunhão enquanto marca caracterizadora da unidade dos discípulos de Jesus Cristo.
INTRODUÇÃO
Na lição de hoje, estudaremos a respeito da importância da comunhão na igreja de Jesus Cristo. A principio, definiremos bíblico-teologicamente o significado da palavra comunhão. Em seguida, analisaremos a comunhão dos primeiros cristãos de Jerusalém. Ao final, atentaremos para a necessidade da comunhão na igreja, enquanto marca caracterizadora da unidade.
1. COMUNHÃO, DEFINIÇÃO DO TERMO
A palavra comunhão, no grego do Novo Testamento, é koinonia. Esse termo também pode ser traduzido como participação e partilha. Em geral, se refere aos interesses mútuos entre os membros da comunidade da fé, a igreja. A comunhão cristã é descrita em At. 2.42, neste versículo, a koinonia é apresentada como um dos padrões da igreja, os cristãos permaneciam em comunhão uns com os outros. Essa comunhão, no contexto de Atos, não se refere apenas ao ato de se reunir, mas também ao de partilhar alimento e outras necessidades existenciais. Essa palavra é bastante utilizada por Paulo, 13 das 19 vezes no Novo Testamento. Ele usa o termo koinonia para se referir às coletas para suprir os crentes pobres de Jerusalém (Rm. 15.26; II Co. 8.4; 9.13). Para tanto, há a necessidade que os interesses dos outros tenham proeminência (Fp. 2.1). A palavra koinonia é usada por Paulo também para se referir à participação do cristão nos sofrimentos de Cristo (Fp. 3.10), à comunhão do Espírito (II Co. 13.13), à participação do corpo e sangue de Cristo por ocasião da Ceia do Senhor (I Co. 10.16). O apóstolo João admoeste aos cristãos para que esses tenham comunhão uns com os outros (I Jo. 1.3,7). O fundamento desta, segundo o discípulo amado, se encontra na comunhão que temos tanto com o Pai quanto com o Seu Filho, Jesus Cristo (I Jo 1.3,6).
2. A COMUNHÃO DOS CRISTÃOS DE JERUSALEM
Os primeiros cristãos perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, no partir do pão, e nas orações (At. 2.42). Lucas registra ainda que “todos os que criam estavam juntos e tinham tudo em comum. Vendiam suas propriedades e fazendas e repartiam com todos, segundo cada um tinha necessidade” (At. 2.44,45). Essa passagem de Atos, especialmente o versículo 42, revela que a igreja primitiva: 1) estava disposta a aprender, pois perseverava na doutrina dos apóstolos, portanto, não se apartava do ensino; 2) exercitava o amor, e esse era concretizado na comunhão dos santos, partilhando voluntariamente os bens com os necessitados; 3) cultuava a Deus, partindo o pão e nas orações, tanto no templo (formalmente) quanto nas casas (informalmente) (v. 46); e 4) propagava a Palavra de Deus, e através desta, pessoas se convertiam ao evangelho de Jesus Cristo (v. 47). A respeito das contribuições aos necessitados na igreja de Jerusalém é preciso fazer alguns esclarecimentos. Primeiramente não se tratava de uma obrigatoriedade, pois ainda que alguns vendessem seus bens e os depositassem aos pés dos apóstolos, outros continuavam com suas casas, já que nelas se reunião. Essa verdade pode ser identificada na atitude hipócrita de Ananias e Safira. A esses disse Pedro: “conservando-o, porventura, não seria teu? E vendido, não estaria em teu poder?” (At. 5.4). Do contexto de Atos, extraímos o princípio da generosidade, especialmente em relação aos pobres e necessitados. A prioridade da igreja deva ser o evangelho salvador de Jesus Cristo, esse, ao contrário do que defendem certos evangélicos, inclui o cuidado com os pobres da igreja (II Co. 9.1).
3. COMUNHÃO, A MARCA DO CRISTÃO
A comunhão é uma marca caracterizadora do cristão, já que somos dependentes, tanto de Deus quanto dos irmãos. Conforme escreveu o poeta inglês John Donne, “nenhum homem é uma ilha”. A atitude de autossuficiência na igreja pode levar as pessoas a viverem distantes umas das outras, a agirem indolentemente no seio da igreja (Hb. 5.12; Rm. 12.1-3). A amargura também pode impedir o desenvolvimento da comunhão na igreja. Cristãos amargurados tratam uns aos outros com hostilidade (Hb. 12.15). Não são poucas as pessoas com orgulho ferido nas igrejas evangélicas. Por causa desse sentimento, elas têm dificuldade para estabelecer vínculos. O elitismo eclesiástico pode também ser um empecilho para a comunhão. As chamadas “panelinhas” nas igrejas, como havia em Corinto (I Co. 3.4), coloca alguns em preferência em detrimento de outros. Conforme afirmou John Wesley certa feita, nada mais anticristão do que um cristão solitário. Nos dias atuais, marcados pelas redes de relacionamentos, as pessoas precisam estar mais juntas. Não apenas nos espaços internéticos, mas também nos encontros presenciais. A frieza do monitor e do teclado do computador não substitui o abraço e o aperto de mão. A cultura ocidental nos legou o individualismo, e, infelizmente, até mesmos em determinadas igrejas, é cada um por si e o diabo contra todos. A igreja do Senhor não é uma empresa, mas uma família na qual somos irmãos, filhos do mesmo Pai, e como tais devemos nos relacionar. É na igreja que encontramos (ou pelo menos deveríamos encontrar) graça e refrigério para as nossas almas (Rm. 1.11,12).
CONCLUSÃO
A comunhão cristã é um exercício de partilha, por meio dela, transmitimos uns aos outros, a graça de Deus manifestada em Jesus Cristo. Neste Centenário, a política eclesiástica tem atrapalhado a comunhão no seio da igreja. É uma pena que não possamos celebrar juntos os cem anos da Assembléia de Deus no Brasil. As vaidades pessoais estão para além da comunhão cristã. Os líderes estão dando um péssimo exemplo, expondo a igreja ao vitupério. Que Deus desperte a Sua igreja e nos ensine, não somente neste ano, mas até a Sua volta, a colocar os interesses dos outros acima dos nossos (Fp. 2.3,4), procurando guardar a unidade do Espírito pelo vinculo da paz (Ef. 4.3).
BIBLIOGRAFIA
PEARLMAN, M. Atos: e a igreja se fez missões. Rio de Janeiro: CPAD, 2010.
STOTT, J. A mensagem de Atos. São Paulo: ABU, 2008.
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terça-feira, 18 de janeiro de 2011
CONSAGRAÇÃO DE MINISTROS NA 95ª CONVENÇÃO DA CADEESO - ES
No último culto da 95ª convenção da CADEESO, no sábado a noite realizou-se a consagração de ministros do evangelho, na ocasião o nosso ministério, teve duas consagrações a Evangelista e a troca de credencial para pastor do evangelista Edson Ferreira.
Momento da consagração dos Evangelistas Expedito José e Francisco Pedro da CADEESO - SP
Pastor Mario Souza, presidente da CECAM-CADEESO, ministrando aos consangrando na noite de sábado, dia 15/01/2011.
da esquerda para direita Ev. Expedito José, Pr. Edson Ferreira, Ev. Francisco Pedro e Pr. Alvaro de Oliveira - presidente da AD Vera Cruz - Santo André -SP e secretário da Coordenadoria CADEESO - SP.
Ministros da AD Vera Cruz - SP ladeando a cantora Lauriete, na CADEESO - ES.
Na ocasião o Pr. Edson Ferreira, tendo a sua troca de credencial efetivada, na oportunidade ladeado pelo Pr. Vicente Farias da CADEESO - PE.
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